O Tá No Ar, programa da TV Globo, que vai ao ar nas noites das terças-feiras, completou quatro anos. Neste período, o projeto se consolidou e foi consagrado pelo público, que não via um humorístico aos pés no canal carioca desde o Casseta e Planeta. Para comemorar esta marca, a equipe de redação e direção trouxe esta semana diversos temas.

Depois de 23 anos, os personagens Nino (Cássio Scapin), Penélope (Angela Dippe) e Morgana (Rosi Campos) se reencontraram em participação no humorístico. A trupe de Castelo Rá-Tim-Bum foi prestigiada logo no primeiro bloco. Esta homenagem foi vibrada pelo público, que comentou bem a Globo exibir e falar de um conteúdo que é de concorrente, mas que fez parte da infância de muitas pessoas. Até a TV Cultura comentou no Twitter: “Tem uns rostinhos conhecidos no #TáNoAr de hoje, hein?”.

Também exibiu um clipe nomeado de “Reaça”, fazendo ligação a ditadura e reacionários. Muitos internautas criticaram a paródia e comentaram sobre o aparecimento de até bandeira nazista e o grupo KKK (Ku Klux Klan), que em meados de 1950 concentrava manifestação a movimentos de direitos civis usando violência e assassinatos. “O @MarceloAdnet ofendeu milhões de brasileiros ao colocar a KKK e símbolos do nazismo no mesmo contexto dos protestos contra a corrupção. Foi além da comédia e, no meu entender, partiu descaradamente pra Calúnia (art. 138, CP) ! Idiotice. Certamente passível de processo”, falou um internauta.

No final, o logo da Globo apareceu com a foto tirada no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, onde aparece o ex-presidente Lula, condenado na semana passada a 12 anos de prisão, sendo carregado por militantes.

Mesmo usando temas pesados, o programa vem sendo sucesso garantido. O Tá No Ar conseguiu renovar o jeito de fazer humor e consegue falar com o público de uma forma tão real na questão do que está acontecendo em qualquer cenário, seja ele cultural, político, desigualdades, porém nesta edição deixou bem à mostra a defesa à direita, a continua marcação em cima dos evangélicos e um clipe com uma indireta a pessoas que criticam o atual cenário do país.