Poucos dias antes da estreia da Seleção Brasileira na Copa do Mundo da Rússia, Ronald Nazário de Lima marcou um golaço em seu promissor início de carreira e levantou uma multidão de cerca de seis mil pessoas em Valinhos, no interior de São Paulo. Mas atenção: o nome do craque é Ronald, não Ronaldo, e não foi com a bola nos pés que ele brilhou.

Filho do Fenômeno com Milene Domingues e com 18 anos recém-completados, Ronald tenta cada vez mais se desvincilhar da imagem do pai se firmando como DJ e ganhando o respeito dos principais nomes da música eletrônica brasileira. No último fim de semana, ele foi um dos escalados para tocar na mesma noite do consagrado DJ Alok no Laroc Club, a nova meca da música eletrônica no Brasil, que está transformando a cidade do interior paulista em uma espécie de Ibiza brasileira.

– Foi a segunda apresentação do Ronald no Laroc Club e as duas foram com a casa cheia, ingressos esgotados. Não é qualquer DJ em início de carreira que consegue driblar o nervosismo e se apresentar com a naturalidade que ele tocou – disse Mario Sérgio de Albuquerque, um dos sócios do Laroc, considerado por uma revista inglesa como um dos principais clubs de música eletrônica do mundo.

A associação de RNLD – como assina em seu nome artístico – com Ronaldo, um dos maiores craques da história do futebol, ainda passa desapercebida nos festivais de música. E o filho do Fenômeno prefere assim. Nessa nova fase, o garoto também optou por usar apenas o sobrenome da mãe, Domingues, e não mais Nazário de Lima. Recentemente, fez um desabafo em uma rede social sobre o peso de ser sempre comparado ao pai.

“Ser filho de um ídolo pode significar não apenas estar no centro da história, mas à sombra dela”. Em texto postado no Instagram, Ronald se queixou do preço de ser filho de um ídolo do futebol. “Eu entendo o fanatismo, o cara é f***, tanto dentro quanto fora das quadras, mas eu sou incapaz de entender a necessidade de me lembrar disso a cada 10, 15, 20 passos”, escreveu.

“Eu amo música e sou realmente grato por poder fazer o que eu faço todos os dias. O trabalho é árduo, mas quando vejo a mão de vocês pro alto, a energia que vocês exalam quando estão na pista… Isso resulta na minha felicidade e, por isso, sou mais uma vez extremamente grato”, escreveu.