RIO – Terror orçado em apenas US$ 17 milhões, “Um lugar silencioso” surpreendeu e arrecadou US$ 50 milhões no primeiro fim de semana em cartaz nos Estados Unidos. “Jogador Nº 1”, de Steven Spielberg, que abriu em primeiro lugar na semana passada, sofreu uma queda de 40% na venda de ingressos e ficou com a vice-liderança.

O filme, dirigido pelo ator John Krasinki e estrelado por ele e sua mulher, Emily Blunt, não só encabeça a bilheteria americana, como se tornou a segunda maior abertura do ano, atrás apenas de “Pantera Negra” — que, aliás, acabou de atingir uma marca impressionante: superou “Titanic” (1997) e virou a terceira maior bilheteria doméstica, com US$ 665 milhões arrecadados.

Mas o protagonismo é mesmo de “Um lugar silencioso”, especialmente por se tratar de um filme com roteiro original. Ou seja, não é uma adaptação, nem sequência — um filão que, por muitos anos, era considerado garantia de dinheiro para os grandes estúdios. Segundo analistas, essa é mais uma prova de que o público americano vem valorizando histórias novas.

Para se ter uma ideia, “Círculo de fogo: a revolta” e “Tomb Raider: a origem”, duas franquias em cartaz há mais de duas semanas e promovidas como grandes blockbusters, estão estagnadas em pouco mais de US$ 50 milhões.

Elogiado pela crítica desde a sua estreia mundial no festival SXSW, no Texas, em março, “Um lugar silencioso” é a mais recente adição no gênero chamado “pós-terror”, composto por longas assustadores e de qualidade laçados nos últimos anos nos EUA. Um dos maiores fenômenos dessa tendência é “Corra!”, que venceu o Oscar de roteiro original há um mês.