No geral, os hospitais são lugares onde se encontra dor, sofrimento e choro. Mas há pessoas que conseguem levar esperança, alegria e solidariedade por meio de trabalhos voluntários. A saúde passa a não ser apenas garantida por especialidades médicas, como também com a ajuda das atividades filantrópicas que complementam o desempenho do paciente em processo de recuperação.

Na cidade de Imperatriz, há vários grupos que exercem atividades semanais no Hospital Municipal de Imperatriz, adulto e infantil, mais conhecido, respectivamente, como Socorrão e Socorrinho. Todos os dias da semana, algum tipo de ação funciona no local exercido por equipes e ONG’S, tais como Companhia da alegria, Música no Hospital, Projeto Sopão I, Projeto Sopão II e Capelania. Alguns com vínculo religioso, mas todos possuem o mesmo objetivo: ajudar da forma que podem, oferecer empatia e mostrar uma medicina mais solidária e humana, visando então o progresso do paciente em bem estar físico, mental e psicológico. Além desses, que atuam periodicamente, outros voluntários também realizam esse tipo de atividade, mas de forma esporádica.

O objetivo principal é tentar mudar o astral do ambiente do hospital, afirma o musicoterapeuta Marcus Vinícius. Para ele, “a música tem um efeito terapêutico natural, e a musicoterapia é algo mais sistematizado. É para levar o tratamento através da música. O que acontece no hospital é a utilização dela para poder mudar o ambiente hospitalar, porque o hospital é visto como um ambiente hostil, principalmente para as crianças. E quando chega uma galera, animada, que está disposta a dar atenção ao paciente, aquele cenário triste muda e isso faz toda a diferença enquanto permanecem lá. Esse é o poder que a música traz de benefício imediato, mudar o cenário hospitalar para um lugar mais agradável, contribuindo assim para a recuperação do paciente.”

A estudante Jady Cristina, que sofreu um acidente de moto e permaneceu no HMI por 35 dias, sendo necessário realizar cinco cirurgias até receber alta do local, conta que, no período em que esteve lá, teve contato com inúmeras pessoas pertencentes a esses grupos voluntários e menciona a importância desse trabalho: “É um sentimento inexplicável.Você fica desanimado no hospital, e aí algumas pessoas que nunca te viram na vida, não te conhecem, perguntam se podem orar por você. E quando chega um estranho em um dos seus piores dias e te dá uma força, pega na sua mão, ora com você… independente de religião, é inexplicável o que a gente como paciente sente. É necessário esse trabalho, me ajudou muito e agradeço.”