Em uma campanha publicitária, um dos grupos mais longevos da música brasileira anunciou que estava mudando o seu nome para Roupa Sempre Nova. A pegadinha foi desfeita e os responsáveis pelo hit “Whisky a Go-Go” seguem comemorando os seus 40 anos de estrada. No entanto, outros artistas e bandas nacionais já foram rebatizados pra valer. Listamos alguns. 

Gal Costa Ao estrear nos palcos, em 1965, com o espetáculo “Arena Canta Bahia”, ao lado de Caetano Veloso, Maria Bethânia, Gilberto Gil e Tom Zé, Gal Costa ainda assinava com o seu nome de batismo, Maria da Graça. Já no primeiro LP, dividido com Caetano, aparecia apenas como Gal. Foi em “Tropicalia ou Panis et Circencis”, disco de 1968, que ela passou a atender por Gal Costa. 

Jorge Ben Jor Entre 1963 e 1986, Jorge Ben Jor lançou 22 discos em que assinava como Jorge Ben. Em 1989, decidiu se chamar Jorge Benjor e, logo em seguida, mudou a grafia do nome para Jorge Ben Jor. As especulações apontavam uma crença na numerologia ou o desejo de não ser confundido com o norte-americano George Benson, já que ele investia em uma carreira internacional. 

Baby do Brasil Enquanto fez parte do Novos Baianos, de 1970 a 1978, Bernadete Dinorah usou o nome artístico de Baby Consuelo. Com a dissolução do grupo, partiu em carreira solo. Em 1990, após uma uma peregrinação à cidade de Santiago de Compostela, na Espanha, trocou a alcunha para Baby do Brasil. Ao tornar-se evangélica, virou Baby de Jesus, mas voltou atrás logo depois. 

Sandra de Sá Quando classificou a música “Demônio Colorido” para a final do concurso MPB 80, da Rede Globo, a artista era conhecida como Sandra Sá. A inclusão do “de” entre o primeiro e o último nome veio após sete discos em oito anos de carreira. Foi no álbum “Sandra!”, de 1990, que o seu nome apareceu grafado como Sandra de Sá pela primeira vez e assim permanece até hoje.

Titãs Um grupo com nove integrantes era algo incomum na cena do rock brasileiro que surgia no início dos anos 80, ainda mais com o nome de Titãs do Iê-Iê, uma provocação aos precursores da Jovem Guarda. Como alguns radialistas insistiam em acrescentar um terceiro “Iê” ao final do nome da banda, eles decidiram expurgar tudo e ficar apenas como Titãs ao lançar o primeiro LP. 

Kid Abelha A banda Kid Abelha e os Abóboras Selvagens começou a sua trajetória na música brasileira como um quarteto que tinha Paula Toller, Leoni, George Israel e Bruno Fortunato. O nome foi escolhido em uma transmissão da rádio Fluminense AM, conhecida como “A Maldita”. Leoni deixou o grupo em 1986 e, no fim naquela década, o trio passou a se chamar apenas Kid Abelha. 

Jota Quest Ao colocar o primeiro disco na praça e reforçar o sucesso que o levou ao programa da Xuxa, na Rede Globo, o grupo mineiro assinava como J. Quest, em referência ao desenho animado Jonny Quest. Ao tomar conhecimento, a produtora Hanna-Barbera ameaçou processar a banda, que mudou o seu nome para Jota Quest, forma como o cantor Tim Maia se referia a ela. 

É o Tchan! O grupo idealizado por Beto Jamaica e Cumpadi Washington lançou o primeiro disco em 1995 como Gera Samba. Uma ação judicial movida por outro conjunto os levou a alterar a alcunha para É o Tchan!, fazendo uso do refrão de um dos maiores sucessos da trupe. As dançarinas Carla Perez, Scheila Mello, Scheila Carvalho e o dançarino Jacaré compuseram o grupo. 

Natiruts Formada em Brasília, a banda de reggae faturou dois discos de ouro em 1996 e 1997, quando ainda atendia pelo nome Nativus. Nessa época, estourou com sucessos como “Presente de um Beija-Flor” e “Liberdade pra Dentro da Cabeça”. Devido a uma ação judicial de um conjunto catarinense de música regional, chamado Nativos, eles mudaram o nome para Natiruts. 

Rita Benneditto A cantora maranhense assinou como Rita Ribeiro, seu nome de batismo, até 2012, quando já tinha gravado seis álbuns. Durante a feitura do espetáculo “Tecnomacumba”, ela passou a adotar o nome Rita Benneditto, o que inicialmente foi justificado por razões místicas, mas, depois, esclareceu-se que a questão era a dificuldade em registar a antiga alcunha como marca. 

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