A Internet Wi-Fi virou um dos itens de maior destaque e uso na vida cotidiana. Completando 20 anos de criação em 2019, o principal padrão para conexões sem fio foi desenvolvido pelo Institute of Electrical and Eletronics Enginners (IEEE – Instituto de Engenheiros Eletricistas e Eletrônicos), e desde sua criação, evoluiu em performance e estabilidade, depois de diversos anos de constante aprimoramento de seus recursos. Se hoje as redes Wi-Fi estão em praticamente todos os lugares, a tecnologia que foi desenvolvida no final dos anos 90 demorou bastante para chegar ao mercado e se popularizar aqui no Brasil.

Também conhecida como IEEE 802.11, o padrão de Wi-Fi se tornou rapidamente uma alternativa mais confortável de se conectar à rede, pois permitiu a conexão sem fios de diversos dispositivos a uma mesma rede. A seguir, o TechTudo apresenta mais informações e curiosidades dessa tecnologia indispensável nos dias de hoje.

O início do desenvolvimento do Wi-Fi se deu em 1989, quando o FCC (Federal Communications Commission), que é o órgão norte-americano similar a Anatel, autorizou a utilização de três faixas de frequência no desenvolvimento do padrão. Em 1990 o Institute of Electrical and Eletronics Enginners (IEEE) criou um comitê que definiria o padrão para conectividade sem fios.

Após anos de desenvolvimento, os pesquisadores aprovaram o padrão 802.11, que no início dos testes, em 1997, atingia taxas de transmissão de no máximo 1 Mbps. Em 1999, os padrões IEEE 802.11a e IEEE 802.11b, que passaram a utilizar as frequências de 2,4 e 5 GHz, foram capazes de atuar com velocidades de transmissão de 11 Mbps no padrão 802.11b e 54 Mbps para 802.11a.

Ainda em 2000 começaram a aparecer os primeiros espaços públicos que disponibilizavam conexão sem fio para os usuários. Esses pontos, chamados hotspots, permitiam o acesso à rede para o público que portava um dispositivo compatível.

Depois que uma grande rede norte-americana instalou hotspots em seus restaurantes, o padrão começou a se popularizar definitivamente, não só em pontos comerciais, mas também em locais públicos como bibliotecas e instituições de ensino. Além disso, o advento dos smartphones fez com que a conexão sem fio fosse se tornando cada vez mais presente nas casas dos usuários.

O Wi-Fi chegou ao Brasil por volta de 10 anos depois de sua criação, no ano de 2008, quando equipamentos com sistema Android começaram a se popularizar no país. A partir daí, o usuário optou pelo uso de dispositivos móveis que possuíam a tecnologia. Com a conexão banda larga, os roteadores se tornaram um item indispensável para que o usuário pudesse se conectar ao Wi-Fi e usar Internet com muita velocidade.

Assim como no resto do mundo, o Wi-Fi se tornou mais popular no Brasil com a chegada dos smartphones. A internet móvel não era capaz de oferecer qualidade para que os usuários pudessem explorar seus novos telefones e isso impulsionou o público a procurar por roteadores para poder compartilhar sua conexão de casa.

A medida que as operadoras de telefonia começaram a disponibilizar modems com Wi-Fi em regime de comodato, o público brasileiro passou a ter ainda mais acesso a conexão sem fios.

Como mencionado anteriormente, em 1999 a conexão Wi-Fi era capaz de transmitir até 54 Mbit/s ou 6,44 MB/s. Em 2009, pouco depois de chegar ao Brasil, no padrão 802.11n a rede já era capaz de atingir até 150 Mbit/s ou 17.88 MB/s.

Atualmente, a expectativa é que o novo padrão 802.11ax se popularize. O protocolo, que também é conhecido como Wi-Fi 6, deve trazer uma maior capacidade de transmissão para redes mesmo quando muito populosas, além de dobrar a velocidade máxima de transmissão dos 7 GB/s do 802.11ac para 14 GB/s com o novo padrão.

A Wirelles Ethernet Compatibility Alliance (WECA), que foi o consórcio criado para definir os parâmetros que garantem a acessibilidade aos dispositivos de diferentes fabricantes, lançou o selo de Wirelles Fidelity (Wi-Fi), que era utilizado para definir a compatibilidade de equipamentos com a rede sem fio.

Mais tarde, o Wirelles Fidelity acabou emprestando seu nome para definir o que era uma conexão do padrão 802.11, fazendo então com que a tecnologia se popularizasse apenas com o nome de Wi-Fi.