De acordo com informações do Centro Nacional de Pesquisa Social, no Reino Unido, uma a cada quatro pessoas já foi diagnosticada com algum tipo de transtorno ligado à saúde mental, como depressão ou crises de ansiedade. E, segundo uma pesquisa divulgada em 2018 pela revista médica The Lancet, isso impacta também a economia global. Até 2030, o custo desses problemas poderá chegar a US$ 16 trilhões.

Ainda assim, distúrbios como depressão, ansiedade, transtorno bipolar e demência ainda estão carregados de tabus. Mas algumas celebridades superaram os estigmas e decidiram falar abertamente sobre suas doenças mentais. Veja cinco artistas que não tiveram medo de compartilhar o que já passaram e ajudaram a conscientizar a população. 

Dwayne “The Rock” JohnsonDesde a tentativa de suicídio da mãe quando ele tinha 15 anos, após os dois serem despejados do apartamento onde viviam, Johnson sofre com episódios de depressão. O fim de sua carreira como atleta de futebol americano devido a lesões e a falta de dinheiro também contribuíram para agravar os sintomas, conforme revelou ao jornal britânico Express em 2018.

Agora, ele aproveita oportunidades para agradecer o suporte que recebeu dos fãs após a revelação do transtorno, além de motivar que mais homens falem sobre saúde mental.

Kristen BellA estrela de Veronica Mars e The Good Place expôs seu histórico com ansiedade e depressão em 2016, em uma carta aberta divulgada na revista Time, na qual revelou sofrer com os transtornos desde os 18 anos. “Check-ins de saúde mental deveriam ser tão rotineiros quanto ir ao médico ou ao dentista”, afirmou na carta.

Embora hoje fale sem rodeios sobre saúde mental, a atriz relutou em se abrir. “Tive um buraco no meu estômago por quase sentir vergonha de esconder isso por tanto tempo, porque poderia ter ajudado as pessoas antes, se tivesse falado a respeito”, revelou ao programa The Today Show, da rede norte-americana NBC. Na entrevista, Bell contou só teve coragem para falar sobre os distúrbios graças ao incentivo do marido, Dax Shepard, que luta contra o alcoolismo e o vício em drogas.

Demi LovatoEm frente às câmeras desde a infância, a atriz e cantora de 26 anos lutou contra a bulimia, anorexia, abuso de substâncias, autoflagelação e transtorno bipolar. E não esconde as dificuldades. Na música Sober, lançada no ano passado, Lovato pede perdão à família e aos amigos por não estar mais sóbria.

A cantora se tornou uma porta-voz da saúde mental e incentiva que mais pessoas falem a respeito na campanha “Be Vocal: Speak Up for Mental Health” (Expresse-se: Fale pela Saúde Mental, em tradução livre). Pelo trabalho de conscientização que faz há anos, Lovato recebeu apoio de amigos e fãs em 2018, quando sofreu uma overdose e foi internada.

Pete DavidsonDiagnosticado com transtorno de personalidade borderline em 2017, o comediante revelou ao WTF Podcast a dificuldade de lidar com o diagnóstico: “Tem sido um pesadelo. Tem sido o pior ano da minha vida, sendo diagnosticado e tentando descobrir como aprender e viver com isso”, disse, na entrevista. Mas a recepção do público não foi muito amigável. No ano passado, após o término do noivado com a cantora Ariana Grande, foi atacado nas redes sociais, nas quais diversas pessoas o insultaram com sua saúde mental.

“Falei publicamente sobre transtorno de personalidade bipolar e sobre ser suicida apenas na esperança de que isso ajude a conscientizar e ajude crianças como eu que não querem estar nesta terra”, escreveu no Instagram, em resposta aos ataques.

Lady GagaA cantora revelou pela primeira vez em um centro de acolhimento à juventude sem-teto LGBT, em 2016, que tem transtorno de estresse pós-traumático. Ela foi estuprada aos 19 anos por um homem com o dobro da sua idade. Além do distúrbio mental, a atriz de Nasce uma Estrela também sofre com fibromialgia, síndrome que causa intensas dores musculares.

Junto com a mãe, ela fundou a Born This Way, uma organização que busca conscientizar, pesquisar e despertar empatia sobre saúde mental. Em uma carta divulgada no site da fundação, Lady Gaga lembra que “há muita vergonha atrelada à saúde mental, mas é importante que você saiba que há esperança e uma chance de recuperação.”

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