“Emagreça cinco quilos em uma semana”. Quem nunca se deparou com essa frase e desejou que isso fosse verdade, que atire a primeira pedra. Antes de cair nesse conto, lembre-se que algumas dietas da moda podem não ser fundadas em pesquisas científicas, o que favorece a disseminação de lendas da nutrição e que acabam confundindo nossas mentes na hora de discriminar o que é saudável ou não.

Infelizmente ainda não foi inventada a fórmula mágica do emagrecimento. Por isso, antes de escolher um protocolo para seguir, é preciso conhecer alguns mitos da nutrição. Confira sete deles a seguir:

“Para emagrecer, evite carboidratos depois das seis da tarde”. Você já ouviu isso? Não existem pesquisas que tornam a máxima incontestável e, para desmistificá-la, é importante saber que a estrutura dos alimentos será digerida e identificada pelo corpo da mesma forma, em qualquer hora do dia.

Para fomentar essa discussão, um estudo da Universidade Okayama, no Japão, atesta que o horário em que a comida é ingerida não afeta de forma negativa o índice glicêmico e o ganho de peso, uma vez que estes são elevados em decorrência das quantidades, qualidades dos produtos e calorias ingeridas. Para endossar esse fato, uma pesquisa realizada pela Universidade Northwestern, nos Estados Unidos, aponta que as pessoas que dormem tarde tendem a comer mais e, por isso, muitos passam a acreditar que a ingestão de alimentos durante a noite engorda.

A ingestão de bebidas durante as refeições pode elevar a ingestão de calorias, significantemente. Mas, em relação à água, não existem fundamentos científicos que comprovem a frase. Na verdade, não é recomedado consumir altas doses de líquido ao comer, porém uma investigação realizada por profisisonais do Departamento de Nutrição da Universidade da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, afirma que “juntamente a estudos epidemiológicos e de intervenção, (as descobertas) sugeriram um papel potencialmente importante para a água na redução do consumo de energia e, desse modo, um papel na prevenção da obesidade”.

Em primeiro lugar, é impossível zerar a quantidade de carboidratos ingeridos, uma vez que os alimentos possuem quantidades, mesmo que quase insignificantes, do macronutriente. Em dietas cetogênicas bastante extremas, o consumo de carbos é de, no mínimo, 5%.

Além disso, o emagrecimento, de fato, é dado pela ingestão calórica, que deve ser menor do que o gasto. Por isso, limitar o consumo de certo tipo de comida não garante a perda de peso e pode até conferir sintomas adversos.

Um estudo encomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e publicado no The Lancet, aponta que os carboidratos encontrados em grãos integrais, frutas e legumes é substancial para a prevenção de doenças cardíacas. Ainda mais, o nutriente é responsável por fornecer energia ao corpo e é fonte de fibras, o que prova que o seu consumo pode ser aliado ao emagrecimento saudável.

Segundo a Anvisa, o termo light pode ser usado quando o alimento é “baixo ou reduzido em algum nutriente (açúcares, gorduras totais, gorduras saturadas, colesterol ou sódio) ou quando um produto é baixo ou reduzido em valor energético”. Dessa forma, quando voce opta pelos itens light, está elegendo alimentos que têm no mínimo 25% menos calorias do que os convencionais.

Apesar de terem menor valor energético, as normas sobre a identificação desse tipo de comida não obrigam o uso de ingredientes mais saudáveis, abrindo espaço para o uso de adoçantes artificiais e outros compostos químicos que podem causar inflamações no organismo.

Algumas pessoas afirmam que determinar períodos fixos para as refeições mantém o metabolismo ativo, fazendo com que mais calorias sejam gastas. Porém, uma série de estudos já provaram que os intervalos entre as refeições são irrelevantes, comparados ao controle ingestão calórica. Um estudo realizado pela Universidade de Ottawa, no Canadá, aponta que seguimentar o tempo da ingestão de alimentos não interfere no acúmulo de gordura ou na formação de tecido adiposo.

Trocar os alimentos refinados por integrais é saudável, uma vez que os itens menos industrializados são mais ricos em nutrientes e fibras. Contudo, os produtos integrais não são reduzidos em calorias. De acordo com as informações do Fat Secret, plataforma de medição de nutrientes e valor energético dos alimentos, uma fatia de pão integral de cerca de 25 g, contém, aproximadamente, 70 calorias. Enquanto isso, a mesma quantidade da versão branca chega a ter 65 calorias.

Mais uma vez, o emagrecimento é dado pelo consumo energético e o equilíbrio entre os macronutrientes. No caso do glúten e a lactose, é preciso deixar claro que, quando o corpo reage de forma negativa à ingestão do glúten, significa que o indivíduo sofre com a doença celíaca, um quadro autoimune. Já para a lactose, pode haver alergia ou intolerância em diferentes graus. Dessa forma, o consumo é contraindicado para pessoas que enfrentam desconforto ao consumir alimentos destas classes, não interferindo diretamente no proceso de perda ou ganho de peso.

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