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"A música é uma maneira de protesto e também de mensagem", diz Kondzilla

Acho que a falta de oportunidade. Sendo que existem oportunidades aí no digital, que consegue democratizar muita coisa, tem muitas companhias agregadoras e interessadas em aumentar seu catálogo, existem vários caminhos para fazer isso. Acho que precisa também muitas iniciativas para deixar claro esses caminhos também, né. Por exemplo, um equipamento como esse aqui (Cuca Jangurussu) é incrível. Se tivesse uma oportunidade dessa aqui na minha adolescência, na minha infância, talvez eu tivesse seguido por um caminho diferente. Inicialmente, eu queria ser um artista, um cantor reconhecido e aí, hoje, vivo da música, mas eu sou um executivo da música viabilizando o sonho de outras pessoas. Isso é uma responsabilidade muito grande.

Isso é uma reprodução de uma coisa que acontece com qualquer movimento que nasce à “margem de”. Periférico no sentido que está ali, ao redor, nas periferias e não no centro da sociedade considerada ideal, enfim. É um movimento muito contra a massa, contra a alegria das pessoas que conseguem representar outros indivíduos por meio de sua arte, de suas canções. Entendo que a música é uma maneira de protesto e também de mensagem. Ela pode ser usada como uma ferramenta, como uma arma, assim como ela também pode ser usada como entretenimento. Então, tipo, tem o consumo e tem também público para consumir esses dois tipos de conteúdos.

Cara, é (KondZilla faz uma breve pausa). É inacreditável o que aconteceu ali. Acho que a falta de equipamentos públicos faz com que tenha essa repressão da juventude, né? O jovem, ele tem uma energia muito forte, muito potente, muito grande e precisa colocar essa energia em algum lugar. O funk é um movimento que representa esses jovens, assim como kizomba e kuduro na África, reggaeton e cumbia na região do Caribe e o hip hop nos Estados Unidos da América. O funk está para esses movimentos como música eletrônica de favela. Em todos esses outros territórios, nosso território é o funk.

Como consequência, Prior e Gizelly estão fora do paredão momentâneamente, uma vez que não estão imunes e podem ser indicados para a berlinda tanto pelo líder Piong quanto pela casa

Durante atividade no Centro de Eventos e visita ao Cuca Jangurussu, o produtor reconhecido mundialmente pelo trabalho com o funk falou da necessidade de dar voz à juventude periférica

De volta a capital cearense, o cantor apresenta-se no Projeto Som do Mar no Beach Park. No repertório, sucessos como “Sol” e “Morena”, além de apostas musicais do último disco

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