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Os benefícios da acupuntura para tratar as dores já são bem conhecidos. Porém, as agulhas, utilizadas há milhares de anos pelos chineses, também são dotadas de outros “poderes” e podem ser aplicadas na área da estética. Rugas, excesso de peso, cicatrizes e manchas, por exemplo, podem ser combatidos com a técnica. O método é considerado positivo tanto por quem aplica quanto por quem se submete ao procedimento.

É o caso da professora aposentada e artista plástica Cláudia Profeta, de 58 anos. Adepta da acupuntura há mais de 15 anos, ela buscou, em 2011, o recurso para atenuar rugas e manchas de pele no rosto. 

“Depois para emagrecer e minimizar algumas cicatrizes”, conta a mulher que, semanalmente, passa pela terapia. “Os resultados são incríveis”, garante.

A acupunturista e nutricionista Rafaela Moreira explica que a estética começou a ser bem mais considerada pelas pessoas quando a saúde passou a ser compreendida como uma junção entre mente, corpo e espírito. “Principalmente por ter implicação emocional nas pessoas”, observa.

Comparada a outras técnicas, a acupuntura tem inúmeras vantagens, afirma a especialista. “Além de indolor, não necessita de tempo para recuperação, o custo é menor em relação a outros tratamentos, não tem efeitos colaterais e os resultados são rápidos”, enumera Rafaela Moreira.

Para o presidente do Colégio Médico Brasileiro de Acupuntura (CMBA), em Minas Gerais, Hildebrando Sábato, apesar de o carro-chefe do procedimento ser o tratamento da dor, o recurso voltado para a estética tem eficácia semelhante.

“Quando a agulha é introduzida, um sinal é transmitido ao sistema nervoso central, partindo dali uma resposta até à área afetada, modulando o órgão, articulação ou músculo em disfunção”.

Entretanto, especialistas alertam para as contraindicações. Aprimorar a estética por meio de acupuntura não é recomendável para gestantes (por provocar contrações uterinas), cardiopatas e pacientes que fazem uso de medicamentos para controle de coagulação sanguínea. A acupunturista Rafaela Moreira acrescenta que até mesmo a falta de alimentação pode ser prejudicial.

Janaína de Meira, de 30 anos, é uma das que seguem à risca as orientações. Grávida de sete meses, a auxiliar administrativa mal vê a hora de voltar a aplicar as agulhas. Para ela, a acupuntura serviu como uma forma de desapegar de sentimentos ruins e eliminar 20 quilos e algumas peças de roupas.

“Tive uma depressão muito forte há mais ou menos sete anos e, depois de ganhar muito peso, fui orientada a aderir ao método”, diz Janaína, que procurou a especialidade após um pedido da nutricionista.

Hoje, a auxiliar administrativa garante se sentir muito bem. “Sempre falo que a acupuntura me ajudou não somente na estética, mas emocionalmente, também. Tudo melhorou”, celebra.

O tratamento das dores no corpo é o carro-chefe da acupuntura. Presidente do CMBA, Hildebrando Sábato explica que o método é capaz de curar e amenizar incômodos lombares, articulares, distúrbios menstruais e gastrites, por exemplo.

“A técnica exige conhecimentos básicos da área de saúde, por ser procedimento invasivo, atingir planos profundos e até órgãos, nervos e vasos sanguíneos importantes, além de exigir diagnóstico de doenças”, diz.

Depois de três anos sem contato com o procedimento, a relações públicas Nathalia Monteiro, de 40 anos, voltou a receber as agulhadas, em sessões semanais. “Faço como tratamento alternativo para fibromialgia. Não sou de remédios, e a acupuntura foi uma das indicações para aliviar as dores”, comenta.

Apesar de Nathalia procurar atendimento particular, a Secretaria de Saúde de Belo Horizonte informou que a rede conta com 17 médicos especialistas na capital para todas as nove regionais. Quase 16 mil atendimentos foram feitos só no ano passado.

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