“O assédio não nasceu com o produtor Harvey Weinstein. Eu fui vítima de assédio quando era mais jovem. Houve duas ou três mulheres que se atiraram em cima de mim. Aceitei, fiquei feliz, e não chamei a polícia”, revelou ao jornal “Le Monde”.

“Tenho uma carreira tão excepcional que não quero mais fazer filmes. Os cineastas com os quais poderia trabalhar já morreram. Parei há dez anos com ‘Asterix’. Não vejo o que poderia me fazer participar de um filme. Em todo caso, teriam que me apresentar uma história de sonho”.

Seu único lamento, afirmou, foi nunca ter trabalhado em um filme dirigido por uma mulher: “Disse isso a todo mundo, e ninguém se moveu. Devem ter medo”. Ele adiantou que quer que sua aposentadoria definitiva seja no teatro, em “Le crépuscule d’un fauve”, de Jeanne Fontaine.