Com mais de 8 milhões de participantes, o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) é a segunda maior prova do mundo, perdendo apenas para o chinês GaoKao. O teste aplicado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) é tão popular porque pode ser usado como vestibular e para obtenção de bolsas de estudos (ProUni) e financiamentos (FIES).

A diferença entre o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e os vestibulares está, essencialmente, no propósito para o qual foram criados. O Enem surgiu em 1998 com o objetivo de avaliar o desempenho dos estudantes matriculados no ensino médio. Já os vestibulares sempre foram realizadas com o único objetivo de ser um processo seletivo para ingresso em cursos superiores.

Depois de quase 20 anos, o Enem passou por várias modificações e, atualmente, é usado como modo de ingresso em diversas instituições de ensino superior, principalmente nas públicas. Além disso, diversos programas do governo oferecem vagas, bolsas e financiamento no ensino superior utilizando as notas do Enem.

Uma outra diferença era que, entre as edições de 2009 e 2016, o Enem poderia ser usado por pessoas com mais de 18 anos para obter certificado de conclusão do ensino médio, enquanto o vestibular só pode ser feito por estudantes que concluíram ou estão concluindo o ensino médio. No entanto, a partir de 2017 o Enem deixará de ser usado para certificação, ficando ainda mais parecido com um vestibular.

Os estudantes que participam do Enem contam com algumas possibilidades de uso da nota, entre elas para ingresso em cursos superiores. A maior parte das vagas oferecidas pelas universidades públicas federais é preenchida por meio do Sistema de Seleção Unificada (SiSU), que leva em consideração o desempenho no Enem.