A mixagem é uma das etapas finais da produção musical e provavelmente a mais complexa, por exigir alto conhecimento técnico e sensibilidade auditiva do produtor. É ela que vai dar o toque final na sonoridade da faixa e encaixar cada elemento no seu lugar certo para uma boa composição. O curso de Salata ensina boas técnicas para fazer uma mixagem com qualidade em 10 horas de conteúdo interativo e direto ao ponto, seguindo uma didática prática e objetiva.

Esta é uma excelente oportunidade para que jovens talentos de todo o país possam se qualificar e aprimorar suas técnicas. A iniciativa também fomenta a própria indústria eletrônica nacional, por contribuir para a formação de novos (e bons) produtores. Todos os detalhes sobre o curso e como adquiri-lo podem ser obtidos no site oficial. 

Nesta semana, a organização do Electric Daisy Carnival soltou o trailer oficial para a edição do ano que vem. Com quase oito minutos de duração, o vídeo mostra toda a vibe enérgica do evento, que mistura acampamento de verão, música eletrônica, performances artísticas, instalações e conceito circense.

Em seu famoso vlog, Laidback Luke falou sobre um dos assuntos que tomaram a cena EDM de assalto nas últimas semanas: o hiato profissional de Hardwell. Luke discutiu as possíveis razões por trás da decisão do astro, e ainda contatou por videoconferência os DJs Chuckie e Dannic, que são próximos a Hardwell, para ajudá-lo a investigar os motivos que levaram o holandês a tomar essa decisão.

O filipino inclusive comentou sobre a sua própria crise, quando também pensou em parar. “Eu liguei pro meu manager e falei: eu não consigo mais continuar. Eu vou dar uma sumida de uns dois dias, e eu não farei absolutamente nada. Isso aconteceu comigo”, contou.

Já Chuckie destacou a importância de não ser sugado completamente pela rotina. “Você deve saber o quão brutal pode ser essa agenda maluca, mas estou indo muito bem. Eu acho acho que dedicar um tempo exclusivo da sua vida para família ou para fazer algo que não só produzir me ajuda a me manter focado”, comentou. Ele ressaltou ainda “conhecer seus limites pessoais” e afirmou que se Hardwell tivesse equilibrado melhor os últimos dois anos de carreira, talvez não tivesse tomado essa decisão.

Para não se deixar exceder durante as turnês, Dannic deu sua estratégia pessoal: “É uma combinação de atitudes, mas principalmente eu cuido de mim mesmo, da minha saúde. Eu vou na academia e durmo sempre que posso”. Amigo de Hardwell há mais de 12 anos, o DJ concordou que ele ultrapassou os limites.

“O Hardwell sempre foi ambicioso e voltado 24h por dia para sua carreira.[…] Depois de 15 anos de trabalho duro, ele atingiu tudo que almejava. Agora, ele vê seus amigos entrando em relacionamentos, formando famílias… Talvez ele esteja pensando que agora ele pode dar um passo atrás. Nunca foi pelo dinheiro, então talvez seja o momento dele de se dedicar à sua vida pessoal.”

De todas as seleções de música nova de sexta que fazemos semanalmente, esta é certamente a que mais traz faixas e minutos de música somados até hoje. São dez lançamentos selecionados, como de praxe, mas desta vez, trazemos muitos pacotes de remixes.

Além dos já mencionados remix de Doozie e MOJJO para “Soy Yo” e o EP da Any Mello — sem contar os três singles promovidos pela Alphabeat —, esse dia 21 ainda trouxe discos de remixes de Axwell λ Ingrosso, Zedd e Dimitri Vegas & Like Mike, entre diversos outros novos sons. Além disso, pela primeira vez trazemos um álbum inteiro em nossa seleção. Se liga:  

Já Dimitri Vegas & Like Mike não economizaram nos remixes para “When I Grow Up”, com o Wiz Khalifa. A música lançada no início do ano ganhou agora “apenas” seis remixes num EP pela Smash the House. O disco traz remixes para todos os gostos, incluindo hardstyle, tropical house e future bass.

Outro que entrou na onda foi o Zedd, com cinco novas versões de seu último single, “Happy Now”. Marc Benjamin, BEAUZ, Duke & Jones,  MXXWLL e Magnificence produziram remixes bem personalizados e incrivelmente diferentes, mas sem desconstruir o romantismo da track.

E pra fechar a sessão de remixes, tivemos também o segundo volume de reedições de “Satisfied” e “Mama Look At Me Now”, do Galantis. As quatro novas músicas chegam pela Atlantic Recordings e foram produzidas por Sagan, LEFTI, Sagan, Fox Blanco & Papa Bear e Carta.

Partiu “original mixes”, pra variar um pouco? Às vésperas de lançar seu novo álbum, THE TRIP HOME, o veterano Crystal Method trouxe mais um novo single, “Ghost In The City”, em colaboração com Le Castle Vania. Via Tiny E Records, a música traz aquela mistura inconfundível de dance music com rock, na voz da cantora e compositora Amy Kirkpatrick.

Para quem curtem um tech house ᴮᴿ fresquinho, ninguém menos que o Volkoder fez sua estreia na Dirtybird, conceituadíssimo selo do Claude VonStroke. O paulistano veio com duas faixas, “How” e “I Talked”, que formam o EP How I Talk.

Outro super lançamento da sexta foi “Like That”, nova aposta da Protocol de Nicky Romero. Trata-se de uma collab entre os holandeses Thomas Newson e Sam Void, que trazem uma house bem bouncy, melódica e pisteira. Inclusive, Void e Newson vão estar entre os DJs da festa “Nicky Romero Presents: Protocolo x ADE ’18”, que faz parte do ADE agora em outubro.

Tem mais brazuca na área: “Revolution” é resultado do trabalho do Constantinne com o duo Rozzen, que chegou via Liboo/Universal Music Brasil. Com os vocais de Evan Andree, cantor americano que já até trabalhou com o Vintage Culture, a música é praticamente uma mistura de synth pop com brazilian bass, trazendo uma letra poderosa sobre independência e revolução.

Ainda dentro das produções brasileiras, mas em uma pegada mais tropical e “radio friendly”, Zerb lançou pela almejada Spinnin’ Records a canção “With You”, com a cantora Giulia Be. O single começou a ser composto há um ano e meio, quando o produtor, um pouco antes de embarcar em uma turnê, sentiu vontade de mostrar a sensação de ficar longe das pessoas que se gosta.

E pra fechar, uma obra muito especial para um dos nomes mais expressivos do cenário eletrônico global. San Holo enfim surgiu com seu álbum de estreia, chamado sugestivamente de album1. Apesar do título básicão, o disco é bem inovador e caracteriza um marco na carreira do holandês. Com 12 músicas, chegou via bitbird e, segundo o artista, foi produzido com amigos num Airbnb em Los Angeles, criado com instrumentos reais e depois gravado em fita cassete.