Ah, como o tempo passa e quão rapidamente tudo evolui especialmente ao nível tecnológico. Prova disso foram os smartphones, que passaram de inexistentes para o objecto mais utilizado no mundo, e grande parte da responsabilidade é do Android, agora com 10 anos.

Ah, como o tempo passa e quão rapidamente tudo evolui especialmente ao nível tecnológico. Prova disso foram os smartphones, que passaram de inexistentes para o objecto mais utilizado no mundo, e grande parte da responsabilidade é do Android, agora com 10 anos.

Na verdade, faz uma década da primeira versão comercial do software. Algo que nos dá uma ideia de como tudo mudou e temos algumas imagens da interface do sistema e de algumas aplicações, mostramos algumas e contamos algumas curiosidades.

Existem poucas aplicações (Abaixo vamos listar o que encontramos no primeiro Android), mas já vemos pelo menos o navegador, uma aplicação de chat (que parece uma versão anterior do Gtalk), o telefone e contactos do Google e Maps com o Street View.

Há também notificações (básicas, sem incluir as opções avançadas que foram adicionadas posteriormente). E tudo isso vemos numa demonstração com dois smartphones, um com ecrã sensível ao toque e um que requer botões físicos (o Android 1.0 foi pensado para smartphones com teclado físico, que era o que predominava).

Na Wikipedia sobre as versões do Android (Inglês), chamam às primeiras versões  “Astro” e “Bender” a 1.0 e 1.1, nomes que não se encaixam nos apelidos de sobremesa que tradicionalmente vimos. É aí que os engenheiros do Android Jean-Baptiste Queru, Dianne Hackborn e Romain Guy esclareceram que No início, esses nomes nem existiam, mas que a partir de 2009 eles decidiram nomear as Builds para evitar confusão (para dizer por exemplo “rc30” e existem tanto o 1.0-rc30 quanto o 1.1-rc30 entre outros).

Foi quando decidiram usar uma nova nomenclatura, começando com CRA29 para a terceira versão do software (Android 3.0), então decidiram escolher nomes que se encaixassem em ordem alfabética. E como sabemos o Donut, foi o primeiro nome de sobremesa seguindo esta ordem, e que depois se seguiu o Cupcake para o terceiro, e as restantes sobremesas por ordem alfabética.

O sistema também oferecia sincronização com o Gmail, o Google Contacts e o Google Calendar. Ele suportava conectividade Bluetooth e wifi e marcação por voz. Podemos ver algumas das funções citadas explicadas pelos programadores na época:

O primeiro smartphone com Android: o T-Mobile G1. Foi lançado nos Estados Unidos e chegou exclusivamente para a operadora T-Mobile, recebeu 18 meses de atualizações (até ao Android 2.2 Froyo que foi a sua última atualização oficial), e é com ela que mostramos alguns screenshots do Android 1.0.

Ele tinha um ecrã multitouch capacitivo de 3,2 polegadas com resolução HVGA (320 x 480 pixels) e um teclado QWERTY. Ele integrava um processador single-core Qualcomm MSM7201A a 528 MHz, com 192 MB de RAM e 256 MB de memória interna expansível.

Tinha já uma Câmera traseira de 3.2 megapixels (sem flash), GPS, acelerômetro, bússola, sensor de proximidade, WiFi, Bluetooth e uma bateria de 1.150 mAh. A gravação e reprodução de vídeos chegou no ano seguinte com a sua atualização para o Android 1.5 Cupcake.

Desde essa altura houve dez anos de progresso considerável em conjunto com o que se experimentou em hardware, e a batalha entre os sistemas operativos deixa-nos com a vantagem de escolher aquele que queremos para termos um produto completo e versátil.