Chamada de “madrinha do samba” justamente por alavancar a carreira de vários compositores, Beth Carvalho deixou um grande acervo de canções inéditas, de diferentes autores, em fitas cassetes guardadas em gavetas de um quarto de sua casa.

Pelas contas, feitas em 2011 pela cantora e pelo m̼sico e produtor cultural Paulinho Bicolor Рele passou dois anos restaurando cerca de 600 fitas do acervo da cantora e digitalizando todo esse material -, ṣo cerca de tr̻s/quatro mil m̼sicas.

– Posso fazer mil outras coisas, mas nada na minha vida vai ser parecido com isso. Foi como entrar em contato com um bem, uma coisa muito preciosa, foi um trabalho de restauração muito importante – conta Paulinho. 

– Se eu não quisesse mais escutar mais ninguém, tenho acervo para o resto da minha vida. E são obras primas o que temos aqui -, disse a cantora, em uma entrevista à TV Futura, em 2011.

Foi o ela que fez com uma das canções, “Palavras malditas”, de Nelson Cavaquinho (em parceria com Guilherme de Brito). Gravada pela cantora em seu disco de inéditas “Nosso samba tá na rua”, de 2011, a música diz: “Eu não errava quando te dizia/ A mão que acaricia é a mesma que apedreja”.

Os comentários são de responsabilidade excluisiva de seus autores e não
representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de
uso, denuncie. Leia as perguntas mais frequentes para saber o que é
impróprio ou ilegal

© 1996 – 2019. Todos direitos reservados a Editora Globo S/A. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.