Bloomberg, BBC e Guardian noticiaram no final da semana a campanha #EleNão, que mobiliza celebridades no país. E o ressurgimento via Twitter de um artigo da jornalista Carol Pires para o New York Times, publicado um mês atrás, acabou ajudando a espalhar a campanha entre celebridades também no exterior.

A Billboard, referência da indústria fonográfica, reportou que cantoras como a inglesa Dua Lipa, do hit “New Rules”, e as americanas Kehlani e Nicole Scherzinger, esta ex-Pussycat Dolls, recorreram à hashtag —que a revista verteu como “not him”. De Nicole: “Levantem-se por Igualdade, Respeito e Amor”.

Sob pressão em mídia social, chamando a atenção até do jornalista americano de celebridades Perez Hilton, a cantora brasileira Anitta acabou por se pronunciar no domingo, em vídeo: “Eu não apoio o candidato Bolsonaro… Como eu sou a favor da democracia, eu apoio, sim, o uso da hashtag #EleNão”. Repassou o “desafio”, que havia recebido de Daniela Mercury, para Ivete Sangalo, Claudia Leitte e Preta Gil.

Em destaque na edição de fim de semana do Le Monde, uma chamada editorializada, para reportagem interna da correspondente Claire Gatinois, afirma que Bolsonaro “surfa sobre o ódio que Lula inspira em parte da opinião pública” e que “o discurso racista, misógino e homofóbico desse nostálgico da ditadura seduz mais e mais eleitores”.

No tradicional semanário da esquerda americana, The Nation, “Plano da elite brasileira para destruir o Partido dos Trabalhadores fracassou”. Logo abaixo, “Haddad cresce nas pesquisas, mas o neofascista —e líder— Bolsonaro está ganhando apoio da elite”.

No longo texto, diz que “a estratégia como-a-de-Gramsci de Lula, coordenando a partir de sua cela a tarefa impossível de reconstruir apoio para o PT, contrasta com o plano do establishment, desenvolvido em salas de diretoria e restaurantes de luxo”.