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As capitanias hereditárias foram um sistema administrativo criado pela Coroa Portuguesa no Brasil em 1534. Elas consistiam na divisão do território em quinze faixas de terras que seriam entregues a portugueses da confiança de D. João III.

Foi a primeira divisão territorial e administrativa estabelecida na colônia. As terras poderiam ser passadas de pai para filho, por isso receberam o nome de hereditárias. O principal objetivo era povoar a colônia, impedindo que invasores se estabelecessem no território.

A descoberta da porção de terras ao leste do Tratado de Tordesilhas direcionou a atenção da Coroa Portuguesa para a sua colônia na América. O intuito era extrair ao máximo os recursos disponibilizados pelas novas terras. O primeiro recurso natural a ser explorado pelos portugueses foi o pau-brasil.

Inicialmente, a exploração do pau-brasil foi intensa já que os metais preciosos tão ambicionados pelos portugueses não foram encontrados no primeiro momento.

As capitanias hereditárias foram implementadas em 1530, a partir da expedição de Martim Afonso de Sousa. A adoção das capitanias hereditárias foi necessária, pois os colonizadores temiam perder as porções das terras conquistadas para europeus que já estavam estabelecendo relações com os indígenas e desejando se fixar no território.

Foram criadas quinze capitanias com doze donatários (alguns receberam mais que uma porção de terra). Além disso, as Capitanias do Maranhão e São Vicente foram fragmentadas em duas.

As terras foram concedidas a pessoas da confiança de D. João III. Cada capitão donatário se responsabilizaria pela sua porção de terras cumprindo funções administrativas, de proteção, de criação de vilas, além de ser o encarregado pelo desenvolvimento da economia local. Por isso, o donatário cumpriria a função de autoridade máxima.

É importante salientar que os donatários não eram os donos das terras, pois elas pertenciam a Coroa Portuguesa. Por isso, era cobrado um imposto correspondente a 10% da produção da capitania.

O sistema de capitanias não durou muito tempo pois algumas terras foram abandonadas e outras jamais tiveram a presença de seus donatários. Dessa maneira, elas continuaram desprotegidas de invasões estrangeiras e ataques indígenas.

Somente duas capitanias tiveram êxito, a Capitania de Pernambuco, administrada por Duarte Coelho (responsável pela introdução da cana-de-açúcar) e a Capitania de São Vicente, comandada por Martim Afonso de Sousa.

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