Assistir às novelas mais antigas (no Viva, no Globoplay ou no “Vale a pena ver de novo”) dá a certeza de que é possível identificar quem está em cena apenas pela trilha sonora. Houve uma época em que, para um cantor, ter uma música como tema de uma novela era garantia de vendas altas (de discos, CDs ou DVDs), premiações e muitos shows. É só começar a tocar “Como vai você?” na voz de Daniela Mercury, por exemplo, para ter certeza de que a Helena de Vera Fischer está chorosa em “Laços de família”. Um mesmo personagem tem até mais de uma música que o identifique em situações diferentes. Quando toca “Velha infância”, Cláudio (Erik Marmo) e Edwiges (Carolina Dieckmann) estão em cenas mais românticas ou até tristes. Mas, se surge a voz de JonBon Jovi cantando “Misunderstood”, pode apostar que as sequências são de paixão ou aventura. É automático. Até hoje, se um telespectador ouve alguma música-tema, ele lembra, imediatamente, do personagem “dono” da canção e até de uma ou outra cena.

Nos últimos tempos, no entanto, poucas novelas investiram numa trilha sonora tão direcionada a ponto de criar alguma identificação com o público. Dos folhetins recentes que estão no ar, apenas “A força do querer” valoriza uma boa música. Além de “Sereia”, música feita por Roberto Carlos a pedido de Gloria Perez especialmente para Ritinha (Isis Valverde); “Coração machucado”, de Wesley Safadão, e “Eu sei de cor”, de Marília Mendonça, eram a cara da trama de Zeca (Marco Pigossi) e Jeiza (Paolla Oliveira). A direção de “A força do querer” parece ter entendido a importância de uma boa trilha e investiu pesado nas execuções das duas canções, que viraram hit. Ainda hoje, quando se ouve essas músicas, é possível se lembrar do casal. Jeiza e Zeca ainda tiveram uma música internacional, “I hate u, i l ove u”, do DJ Gnash, que combinava com as idas e vindas entre a policial e o caminhoneiro. Em tempos em que as pessoas assistem à TV fazendo mil e uma coisas, uma boa trilha é capaz de chamar ainda mais aatenção do público.

O lançamento da trilha de novela mais bem-sucedida de todos os tempos foi a de “O Rei do Gado”, de 1996, com mais de 2 milhões de cópias vendidas. O disco foi calcado no sucesso do gênero sertanejo, que se alastrou pelo país e conquistou até o público dos grandes centros urbanos, não se limitando ao interior. Apesar disso, a fase entre 1985 até 1989 marcou uma espécie de “era de ouro” das vendagens do tipo: seis das dez novelas com mais discos vendidos foram exibidas nesse período de cinco anos.

Tatá Werneck voltou mais afiada nesta nova temporada do “Lady night”. Ela consegue abordar os temas mais polêmicos sem parecer vulgar ou só interessada em causar. A apresentadora também percebe a hora de mudar de assunto quando o convidado não está rendendo tanto.

O programa do GNT “Que marravilha — Chato para comer” com Claude Troigos mostra adultos que têm problemas para se alimentar bem. Sem ser didático ou chato, o chef-apresentador prepara diversos pratos para convencer os participantes a provar — e a gostar! É uma delícia de assistir.

Diferentemente do que acontece em “Mestre do sabor”, no programa do GNT, Batista, o assistente de Claude, tem uma participação maior e faz muito bem para a atração. Ele é naturalmente divertido e tem química com Claude. Fora que ele deixa o “Que marravilha!” mais popular.

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