Jeiza mudou o MMA para Paolla Oliveira

A pandemia causada pelo coronavírus trouxe de volta à tela dos brasileiros a personagem Jeiza Rocha, uma das protagonistas da novela “A Força do Querer”. A policial e lutadora de MMA interpretada por Paolla Oliveira teve impacto na vida pessoal da atriz da TV Globo. Em conversa com o UOL Esporte, a paulistana contou que segue acompanhando os campeonatos do UFC e leva até hoje técnicas do esporte em sua rotina.

“Eu já gostava de MMA, mas confesso que achava que era uma coisa mais instintiva, que era só entrar lá e fazer acontecer. Mas hoje tenho total noção de que não funciona assim. Não é aquele famoso vale tudo. É bom saber que existe uma técnica, é legal ver essas diferenças para o esporte”, destacou Paolla.

“Ainda gosto muito de acompanhar e vibrar. Fico assistindo de casa e gritando: ‘fecha o golpe nele, faz o triângulo, pega o braço dele. Passei de uma simples fã para uma pessoa que entende mais um pouco, que sabe de técnica”, acrescentou.

Para dar vida a Jeiza, Paolla encarou uma rotina de exercícios físicos pesados. Mesmo com a possibilidade da realização de cenas com dublês, a atriz fez questão de mergulhar nas técnicas do MMA para transmitir o máximo de realidade possível aos telespectadores. Para isso, ela teve aulas com ninguém menos do que Erica Paes, a primeira lutadora a vencer Cris Cyborg.

“Treinei muito com a Erica, que também é faixa preta de jiu-jítsu. Como é MMA, não fiz só jiu-jítsu. Pratiquei muay-thai e uma parte de preparação física também muito forte para ganhar agilidade. No início, a rotina era mais intensa, treinamentos diários que chegavam a durar quatro horas. Depois passei a duas a três vezes por semana, cada aula de duas horas e meia a três horas. Também modifiquei a minha alimentação e dieta”, explicou Paolla, que gravou cenas da novela na arena montada para o UFC 212, no Rio de Janeiro.

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Hoje, Paolla celebra o grande sucesso da personagem e a chance de poder revê-la tão cedo. Além disso, a atriz destacou a importância do legado que Jeiza deixou, como a quebra de paradigmas quando o assunto é mulheres na luta profissional de artes marciais mistas.

Paolla Oliveira em cena com a lutadora de MMA Poliana Botelho

Imagem: Estevam Avellar/Globo

“Está sendo muito divertido poder assistir, poder ver a repercussão, as pessoas comentando novamente e curtindo a Jeiza mais uma vez. Foi tão delicioso fazer essa personagem. Foi muito desafiador no início, mas ver as mulheres se identificando com ela foi muito gratificante. Eu estou gostando bastante, esse trabalho foi muito importante e marcante na minha carreira”, relatou Paolla.

De 2017 para cá, o MMA feminino brasileiro ampliou a curva de ascensão na modalidade. Foi a partir do ano da novela “A Força do Querer” que o país se consolidou na maior competição de artes marciais mistas, o UFC, com três campeãs: Amanda Nunes, Cris Cyborg e Jessica Andrade.

“Eu acho que as mulheres podem tudo. É legal a gente olhar para uma coisa, olhar para trás e ver o que já se conquistou. Isso gera satisfação, isso gera uma direção certa, caminhar para frente. Então, olhar para trás, lembrar que mulheres nunca iam chegar neste lugar e ver que elas chegaram. A frente se abre, você vê luz. O que não se podia, agora se pode e a gente pode cada vez mais”, opinou Paolla.

A novela “A Força do Querer” começou a ser reprisada na TV Globo no dia 21 de setembro de 2020, na faixa das 21 horas. A trama é de autoria de Gloria Perez.