Marília Mendonça faz desabafo sobre shows gratuitos após arrastão em BH

Marília Mendonça, 24, usou seu perfil no Twitter para fazer um desabafo sobre os shows do projeto “Todos os Cantos”, em que ela faz apresentações ao vivo e sem cobrar ingressos em diferentes capitais do Brasil.

“O projeto ‘Todos os Cantos’ é feito todo de boas intenções, pena que não é valorizado por quem mais deveria valorizar: os próprios líderes da cidade e de estado que tem sua casa exposta e valorizada pro mundo todo e sem incentivozinho, hein? difícil!”, escreveu. A cantora chamou a atenção para o assunto porque os shows precisam de autorização dos órgãos de seguranças e autoridades locais para acontecerem.

“Se estivéssemos pedindo dinheiro, eu entenderia. agora: ei, quero valorizar o turismo na sua cidade, trazendo um show grátis pra sua população, posso? porta na cara! não fazem e não deixam que façam! ok. aqui a luta não para”.

Com o projeto “Todos os Cantos”, ela faz shows surpresas desde agosto de 2018, e em cada cidade que visita, ela grava o clipe de uma música nova. Sua intenção é se apresentar em todas as capitais brasileiras, faltando nove delas para a ideia ser concluída.

No início de outubro, a cantora acabou passando por um transtorno em um de seus shows, no centro de Belo Horizonte (MG). Ao final de sua apresentação, houve um arrastão e 14 pessoas foram presas – cinco pelo arrastão e outras nove por tráfico de drogas. Roubos e lesões corporais também estão entre as 46 ocorrências registradas pela Polícia Militar.

Apesar de não ter feito a contagem, a Guarda Municipal de Belo Horizonte afirmou que aproximadamente 100 mil fãs assistiram à apresentação da cantora. O número excedeu a expectativa da organização, que esperava até 15 mil pessoas. Segundo a polícia, o número muito além do esperado dificultou a segurança dos presentes.

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Depois do ocorrido, Mendonça disse “lamentar profundamente o incidente” e reforçou que o projeto é uma maneira de retribuir ao seu público o carinho que recebe dos fãs. A cantora lamenta ainda que esse tipo de situação “tenha se tornado rotineira em eventos, pagos ou não, que acumulam um grande número de pessoas no Brasil”.

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