Com o objetivo de expor e debater a transposição de literatura no cinema e sair da famosa frase “Mas o livro é bem melhor que o filme”, o CineCafé e o Coletivo Atalho, apresentam a mostra “Cinema e Literatura”, que será realizada do dia 25 a 28 de setembro, sempre às 19h, no Museu da Imagem e do Som de MS (MIS). A entrada é gratuita para todos os dias do evento.

Na mostra, serão exibidos filmes baseados em livros e contos de grandes representantes da literatura mundial, como Franz Kafka. Ao término de cada exibição, os membros do CineCafé e Coletivo Atalho mediam debates a respeito da linguagem cinematográfica e dos recursos que permitem que o cinema adapte histórias escritas para o audiovisual.

Baseado na obra literária “Almoço Nu”, de William S. Burroughs, o enredo acompanha a vida de um escritor fracassado que trabalha como dedetizador de insetos, chamado Bill Lee (Peter Weller). Quando passa a experimentar o inseticida que usa em seu trabalho, o escritor acaba expandindo sua mente e entrando num mundo que mistura realidade e alucinação.

Esse longa é baseado no livro homônimo de Ray Bradbury e retrata uma sociedade futurística e totalitária, na qual os livros ou qualquer tipo de material impresso foram proibidos e os bombeiros tem a função de queimar qualquer um desses materiais. Porém, Mas Montag (Oskar Werner), um dos bombeiros, começa a se questionar sobre sua função quando conhece uma mulher amante da literatura.

O filme, dirigido por Orson Wells, se baseia no livro homônimo do célebre escritor alemão, Franz Kafka. O longa acompanha a jornada de Joseph K. (Anthony Perkins), que um dia é informado de que está preso, mas poderá responder ao processo em liberdade. Inconformado por não entender tal acusação, pois não cometeu crime algum, ele decide que irá investigar até obter uma resposta.

O representante brasileiro da mostra, é o filme de estreia do diretor Beto Blant em longas-metragens, e mostra a história de dois matadores, Toninho (Murilo Benicio) e Alfredão (Wolney Assis) que se encontram um bar na divisa do Brasil com o Paraguai, pois ali um homem está marcado para morrer. Enquanto esperam a vítima, os dois relembram a história da morte de Múcio (Chico Diaz), o pistoleiro mais competente da região. A obra é baseada no conto homônimo de Marçal Aquino.