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Cinema usa letreiro para mandar mensagem de força diante do coronavírus

RIO —  Referência no circuito de arte e ponto de agito cultural há mais de 30 anos, o Estação Net Botafogo, na Zona Sul do Rio, trocou ontem os nomes dos filmes que deveriam estar em cartaz em suas três salas por mensagens de força diante da pandemia causada pelo novo coronavírus.

—  Dá uma injeção de ânimo na população e vai direto ao coração do público fazedor e consumidor de cultura. O Estação jamais fechou anteriormente, apenas para obras. Ele é uma força simbólica no bairro, um lugar sempre cheio —  diz Adriana Rattes, gestora do grupo, revelando que a ideia de alteração do letreiro partiu de Nelson Krumholz, também sócio do Estação.

O Estação Net Botafogo foi o primeiro cinema do Grupo Estação, e começou em 1985, como um cineclube. O primeiro filme exibido lá foi “Eu sei que vou te amar”, de Arnaldo Jabor, que deu a Palma de Ouro de melhor atriz a Fernanda Torres.

—  Estamos preocupados com o futuro e com os resultados para a economia criativa. Não há cenário concreto de ajuda. Temos quase 80 funcionários, todos em casa. Prioridade é arranjar dinheiro para pagar salários —  explica.

Mas Adriana tem consciência de que, pelas décadas de experiência, a empresa é “privilegiada” num cenário em que produtores culturais devem sofrer perdas sem precedentes nas próximas semanas.

—  Se eu estou aqui falando dos problemas de uma empresa com quase 40 anos de estrada e com patrocinador por trás, imagina a situação do pessoal da cultura que é profissional liberal, as produções que não tem grandes nomes por trás, os pequenos cinemas do interior. A frase a ser dita é: momentos extraordinários exigem medidas extraordinárias. Este é o mantra que o poder público deve repetir —  defende Rattes, integrante do comitê de emergência criado com respaldo das secretarias municipal e estadual da Cultura, formado por membros de várias frentes do setor.  

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