43ª Mostra reflete ano extraordinário de obras nacionais

Durante a coletiva da 43ª Mostra de Cinema Internacional em São Paulo, o Secretário de Cultura da Cidade, Alexandre Youssef, reforçou que realizar exibições em lugares públicos, como o vão do Masp, é uma medida contra a censura. Essa precaução, que ele também chamou de “resistência proativa”, reforça o tom do evento neste ano. Após corte de patrocínio, uma junção de recursos públicos e particulares entra em ação para dar sequência ao festival, que acontece de 17 a 30/10, em vários pontos da cidade.A Mostra, que movimenta São Paulo e é parte fixa de sua agenda, chega com um recorte que celebra o ano extraordinário que o cinema brasileiro teve, com obras como “A Vida Invisível de Eurídice Gusmão”, de Karim Aïnouz; e “Babenco – Alguém Tem Que Ouvir o Coração e Dizer: Parou”, dirigido por Bárbara Paz. Além disso, longas como “Dois Papas”, que encerra a programação, são produzidos no exterior, mas contêm algum elemento brasileiro, neste caso, a direção de Fernando Meirelles. “A crise na Mostra não diz respeito ao setor, que vai muito bem, obrigado”, comenta Laís Bodanzky, que é cineasta e presidente da Spcine, sobre o nível das produções. “Este é um ano atípico, com perda de patrocínio, mas em que a qualidade se mantém intacta”, completa. Atingir um público que geralmente não tem acesso ao conteúdo exibido pela Mostra também é uma das prioridades desta edição. É por isso que os organizadores montaram várias exibições gratuitas dentro do Theatro Municipal. Elas acontecem nos dias 18, 19 e 20 de outubro, com produções como a própria “A Vida Invisivel”, “Turma da Mônica: Laços” e “Abe”, com Seu Jorge. Ao mesmo tempo que o line-up reúne filmes nacionais e tenta alcançar um novo público, obras que tiveram estreias aclamadas em festivais estrangeiros também estão presentes. É o caso de “Parasite”, de Bong Joon-ho; e “O Farol”, estrelado por Robert Pattinson e Willem Dafoe. Dafoe, inclusive, vem para uma masterclass ao lado do diretor Robert Eggers (de “A Bruxa”). Segundo Mário Mazzilli, representante da CPFL, há 5 anos, quando a empresa entrou no time de patrocinadores, a Mostra já estava com problemas. Sua resistência até os dias atuais, no entanto, prova que é um evento fundamental para São Paulo.O site www.43.mostra.org tem a programação, com horários e preços. Veja também alguns destaques da Mostra, nesta página.Confira alguns filmes imperdiveis da programação: O Farol: O terror, estrelado por Willem Dafoe e Robert Pattinson, tem exibição única no Auditório Ibirapuera no dia 29/10. Além disso, o diretor Robert Eggers e o próprio Dafoe vem para uma masterclass. Após a exibição eles discutem o longa, seus elementos e o que ele mostra de novo no gênero.Parasita: Aclamado filme sul-coreano de Bong Joon Ho, é exibido sexta (18/10) no Petra Belas Artes, sábado (19) no Cinearte e finalmente domingo (27), no Espaço Itaú da Augusta. A Vida Invisível: Escolhido do Brasil para possivelmente concorrer ao Oscar de melhor filme estrangeiro em 2020, obra é exibida nesta sexta (18), no Theatro Municipal,  às 20h30. Entrada gratuita. Wasp Network:Dirigido por Olivier Assayas, filme abriu a programação no Auditório Ibirapuera nesta quarta (16) e conta com mais 3 exibições: sexta (8), no Cinearte1 (com presença de Assayas), domingo (20) no Frei Caneca e  sábado (26), no CineSesc.  Dois Papas: Dirigido por Fernando Meirelles, obra é estrelada por Anthony Hopkins e Jonathan Price e encerra a programação no dia 30/10, no Auditório Ibirapuera Oscar Niemeyer, às 20h30. O Gabinete do Dr. Caligari: O longa expressionista dirigido por Robert Wiene, comemora seu centenário com sessão especial dia 2/11, às 19h, no Auditório Ibirapuera, junto com a Orquestra Jazz Sinfônica Brasil.

Leia também  Trailer mostra que a volta de Mary Poppins ao cinema inclui seus velhos truques mágicos

DESTAK EDITORA S.A. Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização expressa. Copyright – Termos de uso.