Em meio ao surto de coronavírus Covid-19, algumas decisões drásticas precisam ser tomadas para conter a contaminação em massa da população. A Disney, por exemplo, cancelou ou adiou o lançamento de dezenas de filmes bilionários. Festivais como Coachella e South to Southwest, dois dos maiores da América do Norte, foram cancelados ou adiados. Diversos artistas, companhias inteiras, adiaram os shows em meses. No Brasil, não foi diferente – o Lollapalooza 2020, evento para cerca de 250 mil pessoas, foi adiado de abril para dezembro.

As medidas não são à toa, como explicou Roberto Zeballos, clínico geral e Doutor em Imunologia, em entrevista para o YouTube da Rolling Stone Brasil. Evitar multidões de shows e exibições de filmes é passo fundamental para não espalhar o vírus – pois, uma pessoa que o carrega (mesmo se não estiver doente) espalha-o em volta. As pessoas que tiveram acesso se dissipam, voltam para casa – e levam, consigo, os micro-organismos do Covid-19.

Essa contaminação rápida é perigosíssima para as comunidades. A Coreia e a Itália, dois países em situações de emergência, são prova. Lá, as quarentenas obrigatórias em casa tentam conter algo já espalhado. E no Brasil? “Ainda dá tempo de conter,” acredita Zeballos. “Estamos aprendendo com os italianos. Não estamos bobeando, estamos fazendo a nossa parte. Ainda dá tempo, façam a parte de vocês.”

Essa “parte” significa, basicamente, duas etapas: a primeira, isolamento. Fazer quarentena voluntária, mesmo sem mando do Ministério, se possível. Não sair de casa a não ser que seja extremamente necessário. A segunda, higiene – principalmente mãos e rosto. É importante para evitar a “transmissão silenciosa” – “a grande maioria está na superfícia. Mesas de restaurante, maçanetas. É mais perigosa porque as pessoas não têm noção [da sujeição ao vírus].”

A quarentena, então, também implica em não comparecer em eventos. Embora o Ministério da Saúde e a Secretaria de Saúde e Prefeitura de São Paulo tenham retirado aval de diversos eventos privados e proibido eventos públicos, ainad há aglomerações. Evite-as.

Para quem tirou do bolso o dinheiro para realizar o evento, pode ser desagradável – é uma perda econômica enorme. Mesmo assim, é a melhor solução: “Todo mundo vai deixar de ganhar dinheiro, mas a historia é sabia. Está na hora de nos conscientizarmos e ter consideração ao próximo. Se fizermos isso vai ser menos penoso, economicamente, do que ignorar e fizer show .”

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