Com a declaração da Organização Mundial de Saúde (OMS) de que o novo coronavírus passou do estágio de epidemia para pandemia, a confirmação de dois casos da doença no Espírito Santo e outros em apuração, surgem diversas dúvidas sobre as formas de prevenção no dia a dia do capixaba.

Pneumologista da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), a capixaba Margareth Dalcolmo disse que o pico da doença deve acontecer em um mês. Procurados por A Gazeta, especialistas explicaram os cuidados que as pessoas devem adotar foram de casa nos espaços públicos como praças, escolas, ou em áreas privadas como cinema, academia, consultórios médicos.

Para o médico infectologista Crispim Cerutti Junior, neste momento, o ideal seria não frequentar locais que resultem na aglomeração de pessoas. Na avaliação dele, se não houver opção, é preciso que sejam redobrados os cuidados com a higiene pessoal e a higiene respiratória, como proteger a face quando tossir, espirrar e evitar contato físico com as pessoas.

“Estamos numa fase em que aglomerados devem ser evitados a todo custo. Se não for absolutamente necessário do ponto de vista profissional ou como prática cotidiana, como estudo, qualquer aglomerado deveria ser repensado. As pessoas podem ficar algum tempo sem ir ao cinema. A academia pode ser substituída por exercício ao ar livre. No caso do consultório, a biossegurança desses locais é de responsabilidade do profissional de saúde”, disse Crispim.

Já a médica infectologista Rúbia Miossi lembra que não há qualquer restrição no Espírito Santo para participar de nenhuma atividade que seja coletiva como cinema, escola ou academia. No entanto, ela alerta que as pessoas que apresentam sintomas de gripe devem evitar locais de grande aglomeração.

Até o momento não há um tratamento específico para a doença, que é transmitida por gotículas de saliva e catarro que se espalham pelo ambiente. Por isso, é fundamental manter alguns cuidados com a higiene pessoal que também valem para afastar o risco de gripe e outras tantas doenças respiratórias.

Empreendimentos das áreas de petróleo, celulose, rochas ornamentais e mineração têm maior tendência para serem afetados. Impacto vai depender da duração da pandemia

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