O juiz William Costa Mello, da 30ª Vara Cível de Goiânia, determinou a rescisão de contrato entre o Cinema Lumière e o Shopping Bougainville, além da saída da rede do centro de compras em 15 dias. O magistrado entendeu que a casa de filmes não cumpriu com a adequação das salas, conforme solicitado pela Justiça em fevereiro de 2019, e não apresentou provas disso.

No processo, a defesa do cinema afirma que fez as revitalizações necessárias na área interna. Esta sublinhou, ainda, que o shopping não emitiu um parecer conclusivo quanto às adequações feitas.

Em nota enviada ao Mais Goiás, o Cinema Lumière afirmou que esta é uma decisão em primeira instância, “sendo objeto de recursos por parte da empresa”. A rede de cinemas afirma que “demonstrará os equívocos parciais da sentença”.

O Mais Goiás também entrou em contato com a assessoria de imprensa do Bougainville. O centro de compras afirmou ter conhecimento da decisão judicial, mas preferiu não se manifestar.

Foi determinado, ainda, que o Lumière não precisará pagar ao shopping os aluguéis relativos aos meses em que as atividades da rede ficaram suspensas. Entretanto, a empresa deverá arcar com os custos do uso da sala usada para as atividades administrativas.

No dia 13 de fevereiro de 2019, a Justiça determinou a suspensão do funcionamento das salas de cinema no shopping. O motivo foi a situação em que as instalações do estabelecimento se encontravam. Ficou determinado que o Lumière deveria fazer as adequações solicitadas pelo Corpo de Bombeiros.

À época, o shopping afirmou que visou a preservação da segurança de clientes e lojistas, após inúmeras tentativas de suspensão das atividades da rede de cinemas. Como consequência, a mostra O Amor, a Morte e as Paixões – tradicional na agenda do Bougainville – precisou ser relocada para outro centro de compras.

O Lumière afirmou que os problemas verificados foram causados “única e exclusivamente pela administração do shopping”. Segundo a companhia, os danos aconteceram “ao iniciar obras no telhado do empreendimento de forma imprudente e irresponsável”.

Ainda de acordo com a nota enviada naquela época, o Cine Lumière afirmou que, desde 2018, insistia com a administração do shopping para a correção dos danos.

Comentários