Em respeito ao decreto municipal que determina a suspensão imediata de todos os eventos com aglomeração acima de 50 pessoas, como os cinemas, teatros, boates, shows, festivais, missas, cultos, academias de ginástica, as sessões de cinema em Londrina estão suspensas no Cine-Comtour, Cineflix, no Aurora Shopping e Cine Multiplex, no Catuaí Shopping. 

Os cinemas que permanecem abertos optaram por reduzir o número de pessoas no espaço. É o caso do Cinemas Lumière, no Royal Plaza Shopping. De acordo com uma funcionária, as regras serão as seguintes: “As salas irão funcionar com metade da capacidade. As de 100 pessoas com 50 no máximo e como a carga do shopping já está reduzida, o cinema terá sessões apenas das 14 às 18 horas”, explica. “Nosso público já é pequeno. Há três, quatro pessoas na sala, então o público senta com bastante distância”, acrescenta.

O Cinesystem, no Londrina Norte Shopping, por meio de sua assessoria de imprensa, esclarece que seguirá o horário de funcionamento do shopping e número máximo de 50 pessoas por sala. “Será permitido escolher a poltrona e a distância segura”. O Cinemark, que fica no Shopping Boulevard, informa que  respeitará o decreto e as atividades locais serão suspensas e também enviou uma nota da Federação das  Empresas Exibidoras Cinematográficas (Feneec ), que pede o fechamento das salas de cinema. 

“A  Feneec  (Federação Nacional das Empresas Exibidoras Cinematográficas) vem a público pedir aos governadores e prefeitos que determinem o fechamento das salas de cinema de seus estados e cidades, na forma da lei. As empresas exibidoras entendem que a grave situação colocada pela pandemia da Covid-19 é urgente e demanda uma resposta rápida que somente o Estado está habilitado a tomar. Infelizmente o fechamento das salas por iniciativa das empresas demandaria negociações com cada uma das empresas administradoras de cada shopping onde existe uma sala de cinema, o que seria penoso e lento. Os shoppings pertencem a diferentes grupos econômicos, com participação de investidores, fundos de previdência, fundações e outros, o que demandaria diversas instâncias de negociação, resultando num prazo para solução dos problemas que a saúde pública não tem. O bem estar dos espectadores de cinema e dos funcionários das empresas de cinema é hoje a nossa prioridade”, informa. 

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