O sul-mato-grossense, Leandro Faria é protagonista do filme “Vento Seco”, que tem a proposta de falar sobre a cultura LGBT+ (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transsexuais, etc). O longa-metragem foi gravado em Catalão – GO, no ano passado e no dia 26 de fevereiro estreou no Berlinale (Berlin International Film Festival). Foram cinco sessões e o ator contou a emoção para o Lado B.

“Foi a primeira exibição do filme. Estreia mundial. É meu primeiro protagonista de longa-metragem, assim, é de extrema importância pra minha carreira porque foi assistido por pessoas do cinema do mundo todo, inclusive brasileiros, pois esse ano, foram muitos filmes do Brasil aqui. Desde documentário a ficção”, conta.

Aos 42 anos e 22 de carreira, ele nasceu em Três Lagoas, mas iniciou na profissão em São Paulo. Agora, de volta a Campo Grande, o ator é sucesso. Leandro comenta que o evento é a principal mostra de cinema alternativo e a obra vai passar por vários países. “O filme deve fazer um circuito de festivais pelo mundo, antes de entrar nos cinemas comerciais. Mas, acredito que no segundo semestre estreia em algumas cidades brasileiras”.

Segundo Leandro, por ter essa temática LGBT e por conter cenas de sexo, a distribuição no Brasil deve ser um pouco complicada. “Pela atual conjuntura do país”, afirma. O filme “Vento Seco”, contou com a direção de Daniel Nolasco.

A trama se passa no mês de julho. O vento seco e a baixa umidade do ar ressecam a pele dos moradores de uma pequena cidade no interior de Goiás. Sandro divide seus dias entre o clube da cidade, o trabalho, o futebol com amigos e as festas locais. Ele tem um relacionamento com Ricardo, seu colega de trabalho. Mas a sua rotina começa a mudar com a chegada de Maicon, um rapaz que desperta o seu interesse e do qual todos sabem muito pouco.

O longa tem o artificialismo como proposta estética e procura estabelecer um diálogo direto com alguns elementos do melodrama, buscando uma reflexão sobre a vida cotidiana dos trabalhadores de uma fábrica de fertilizantes. Além disso, busca levar ao cinema o ambiente pouco representado do interior do centro-oeste brasileiro, com todas as suas complexidades.

O filme também se debruça sobre a representação do desejo homoerótico buscando um diálogo com filmes que procuraram pensar uma forma de representação que rompesse com a tentativa de enquadrar os laços homoafetivos, exclusivamente, dentro de códigos estabelecidos por uma cultura que nunca teve como preocupação entender os relacionamentos homoeróticos sobre outro prisma, além daquele estabelecido pela moral vigente.

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