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O presidente Jair Bolsonaro, no uso de suas atribuições, vetou projeto perdulário que prorrogava a isenção de benefícios fiscais para instalações de novas salas de cinema e ainda a prorrogação de infindáveis benefícios fiscais advindos da retenção do imposto de renda de pessoas físicas e jurídicas para a produção de filmes (que ninguém quer mais ver) operacionalizados pela Ancine, a toca do clientelismo selvagem.

No frigir dos ovos, o projeto abrangia uma facada e tanto, que ultrapassava a casa de R$ 1 bilhão, afora as verbas bilionárias que a corporação do cinema suga do povo pelos escaninhos da Lei Rowbanet. Sem contar a partilha dos vultosos recursos lotéricos e ainda as largas dotações orçamentárias repassadas pela União.

Em suma, o veto presidencial foi justificado pela criação de despesas obrigatórias sem a indicação da fonte de custeio, o que viola a Lei de Responsabilidade Fiscal, o senso ético do mandatário e o bolso da população.

Aqui, é preciso ressaltar o seguinte: sem o veto, ou sem vetos dessa natureza, não seria possível restabelecer o necessário equilíbrio fiscal para que os juros permaneçam baixos e o governo possa desenvolver a economia, combater o desemprego e manter a chaga da inflação em níveis suportáveis. Qualquer economista chinfrim – desenvolvimentista ou não – sabe dessa verdade elementar, menos os sanguessugas da predatória “indústria cultural” que fingem, cinicamente,  nada saber.

No Brasil, ao distribuir dinheiro do Erário, os governos das últimas décadas criaram um déficit público monstruoso, alguma coisa, hoje, acima de 4,5 trilhões de reais – o que impede qualquer possibilidade de se chegar a um imaginável arremedo de “justiça social” – coisa tão ao gosto da mendacidade vermelha.

Em retrospecto, prodigalizando subsídios e isenções fiscais ao sabor das pressões corporativas, os governos irresponsáveis só fizeram agravar o desequilíbrio das contas públicas e contribuir, de forma brutal, para o desastre econômico e social que se abate sobre o País. De fato, do estatizante governo Geisel-Golberi, passando por Sarney, o impostor, o diletante Collor, o tolo Itamar, o vasilinoso FHC, Lula, o Chacal, a guerrilheira Dilma e o leniente Temer, ninguém entre nós tratou de livrar o Brasil dessa ciranda fraudulenta. Foi preciso a população criar vergonha na cara e eleger Jair Bolsonaro.

No histórico, a estratégia dessa clientela para se apossar dos bilhões do Erário tem sido a sacralização da  “obra cultural”. A definição de “cultural”, claro, não define rigorosamente nada. É “cultural” aquilo que o produtor, realizador ou “artista” de plantão tem prestígio midiático, malícia ou cara de pau para sustentar que é cultural.

Na prática recorrente, muita gente ergulha na “indústria cultural” sem a menor vocação ou talento, em geral atraído pela fama mídia, pelo dinheiro fácil e pela permissividade sexual. O terreno é prodigioso. Diariamente, milhares de sujeitos entram na interminável fila dos que desejam se tornar modelos, atores, compositores, músicos, pintores, cantores, cineastas – o escambau.

A cada ano ou mês, escolas fajutas lançam no mercado já saturado legiões de “artistas” que formam um imenso exército de reserva usado pelos comunistas para aumentar a pressão sobre os órgãos oficiais de financiamento da área conflagrada, considerando sem importância se tais financiamentos, sempre onerosos, estourem ou não os cofres públicos em déficit falimentar.

Aliás, diga-se, essa é uma velha  prática revolucionária recomendada por Antonio Gramsci, “Il Gbbo”, para implodir o “Estado Burguês” antes do assalto final ao poder: arruinar as finanças do Estado, miná-lo, levá-lo à anarquia financeira – eis a “práxis” solerte da comunalha corporativa.

A bem da verdade, esse quadro vem se deteriorando desde a posse de Roberto Farias na direção geral da Embrafilme, em 1975, depois da renúncia do embaixador Meira Pena, um homem decente que, horrorizado com o que viu, largou a empresa por considerá-la um “ninho de ratos”.  (“Em Berço Esplêndido”, Topbooks, 1987, RJ).

A partir de então, a estatal do cinema passou a ser controlada pela patota do Cinema Novo, gente como Nelson Pereira dos Santos (stalinista fervoroso), Leon Hirszman, Caca Diegues e o “metade mafioso” LC Barreto, todos com acesso fácil aos orçamentos milionários da estatal do cinema transformada em campo aberto para as manipulações inerentes ao sub-marxismo vulgar.

Certa feita, em 1979, participei de  uma mesa-redonda no Festival de Arte de Areia, na Paraíba, ao lado de comunistas marotos da área cultural,  entre eles, o ortodoxo Leon Hirszman. Cineasta engajado, Leon, que tinha sido mentor ideológico de Celso Amorim, ex-chanceler de Lula, fez uma intervenção inusitada e revelou aos presentes que o sistema de organização interna adotado para se manejar a Embrafilme era o  “centralismo democrático” inventado  por Lenin para controlar (oprimir) a URSS. Ou seja, a empresa tinha como base de gestão um modelo farsesco que punia sem piedade os que se aventurassem a discordar das decisões tomadas pela cúpula do PC, sempre envolta no manto sujo da mentira ideológica e do totalitarismo.

De volta ao exame dos contornos da chamada “indústria cultural”, tão ao gosto dos intelectuais orgânicos, não é difícil perceber que ela não passa de uma plataforma para a “falsificação das relações entre os homens e entre os homens e a natureza”. Segundo Theodor Adorno, um dos “cabeças” da Escola de Frankfurt, a indústria cultural e sua parafernália de falso entretenimento simplesmente obstrurm a formação de indivíduos livres, independentes, capazes de pensar, julgar ou agir por conta própria. Na certa, foi pensando nas possibilidades de robotizar os indivíduos e as massas que Lenin,  pai do socialismo fanático, escreveu ser o cinema “a mais importante das artes”.

No tocante a efetividade da indústria cultural, o próprio Theodor Adorno escreveu que ela representa um grave perigo para a sobrevivência das artes, pois sua sustentação não só exclui as massas da fruição artística genuína, mas, ao contrário, “serve para acentuar a decadência da cultura e ampliar o progresso da incoerência bárbara” (“Dialética  do Conhecimento”, Zahar Ed. 2006). Nela, acrescenta, a obra de arte perde sua aura, sua magia e a autenticidade. O crítico alemão conclui que a indústria cultural, especialmente o cinema, reduz a humanidade ao nível de seus interesses, fazendo da obra de arte mero fetiche.

Ao fim e ao cabo, Adorno ainda dá um coice crítico nas ruminações teóricas de Walter Benjamim (outro membro da Escola de Frankfurt) expostas em “A obra de arte na era da reprodutibilidade técnica”, uma visão materialista do fenômeno.

De minha parte, nunca entendi o cinema como arte mas, sim, como um código de comunicações amparado em  aparatos técnicos e infindáveis recursos de montagem. É discutível, mas, para mim, qualquer idiota pode fazer um bom filme. Anualmente, são produzidos milhares de filmes em todo mundo. Uma década depois, verifica-se que apenas uma dúzia deles, se tanto, carregam a aura da obra de arte. O resto é lixo descartável, indústria cultural.

No Brasil, sanguessugas da indústria cultural adotam uma premeditada onda histérica para pressionar o governo que se elegeu, entre outros méritos, justamente para restaurar as finanças do Estado.

Mas, em vez de investir dinheiro do próprio bolso para financiar seus projetos pessoais, ou procurar alternativas para conquistar o mercado (como fizeram os produtores brasileiros até o inicio dos anos 70), os membros da seita viciada mentem que estão sendo censurados e esperneiam por mais verbas subsidiadas a partir de leis permissivas que eles próprios criaram. Resultado: passados 50 anos, seus integrantes continuam dependentes do dinheiro público como se fossem eternos filhinhos do papai que jamais atingem a maioridade.

Querem saber? Recentemente, o ministro da Cidadania, Osmar Terra, pressionado pela malta, veio a público e revelou que dos 151 filmes produzidos com custo médio de R$ 4,5 milhões, cerca de 70% tiveram menos de 1000 espectadores. Um desperdício criminoso, sem sombra de dúvida. Indignado, Terra clamou por uma nova forma de se produzir cinema no Brasil.

Como resposta, o ministro foi acusado de “desrespeito” e de pertencer a um governo que queria “censurar o nosso audiovisual”. De fato, quem mantinha controle de conteúdo sobre a produção de filmes  era o governo do PT. Segundo declarou LC Barreto, insuspeito puxa saco de Lula, ele próprio mantinha relatórios de burocratas analistas de roteiros falando de “arco”, “corte psicológico” e coisas do gênero. Menos mal. É uma regra pétrea, entre comunistas. Na China e em Cuba, por exemplo, em vez da censura excludente, o transgressor cai logo em desgraça, sendo varrido para campos de trabalhos forçados ou de recuperação psiquiátrica.

O complexo da Globolixo, quem se  dizia defensor do neoliberalismo, é o grande arauto do festim clientelista que, em nome da indústria cultural, arrasta bilhões dos cofres públicos em obras e eventos fajustos (“alienantes”, no dizer de Adorno) enquanto as massas reais, de carne e osso, padecem pela ausência do Estado deficitário. Basta um lançar de olhos  nas filas dos hospitais, na carência de escolas, na espera dos passageiros de  coletivos que os transportam, sempre mal acomodados ou em pé, aos longínquos locais de trabalho.

É bem verdade que a Globolixo tem interesse em manter vivo o fluxo da dinheirama, pois, como se sabe, as produções de sua indústria cultural também são beneficiárias dos subsídios fiscais que esvaziam os cofres da Viúva. Talvez isso explique, em parte, os editoriais, artigos, reportagens e notícias tendenciosas – algumas diluindo fofocas mesquinhas – que tomam conta de suas publicações. Com efeito, seus articulistas, amestrados, se esmeram na defesa do apetite insaciável das corporações privilegiadas, sem divulgar uma única linha  contraditória ou publicar opinião discordante. Fazem tão somente o anti-jornalismo, o jornalismo corporativo, o panfleto. Que dizer: a mistificação total!

A salvação do brasileiro é que a Globolixo, depois da morte de Roberto Marinho, entrou em processo de decadência sem retorno. Perdeu a confiança e ninguém acredita nela, salvo insignificante número de leitores ou telespectadores. No dia a dia, em marcha segura, os eventuais leitores  encerram suas assinaturas, pouco adiantando as oferecem com 90% de bonus.

Sim, claro, o próprio jornalismo anda em decadência, sobretudo a partir do aparecimento da Internet e do “imperativo categórico” das redes sociais. O descrédito do New York Times, Washington Post, Le Monde e La Repubblica”, por exemplo, só evidencia a crise dos jornais esquerdistas.

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