Saldanha diz que as raízes – ele é de Marechal Hermes, no Rio de Janeiro – são muito importantes. “É a minha essência, que junto com outras experiências, mas a essência está onde a gente cresceu, onde está a nossa família, os nossos amigos”. 

Para ele, o cinema de animação brasileiro tem evoluído ao longo dos anos, “principalmente pelo incentivo de séries para a televisão e estúdios que sendo formados, com maior qualidade e conteúdo”. A questão principal, agora, opina Saldanha, é dar continuidade a esse processo. “O futuro é promissor”, diz.

Saldanha ressalta que as produções brasileiras ainda “são regionais e a tendência é de se tornar mais universais, mais globalizadas”. Ele não sabe ao certo se o cinema de animação brasileiro tem uma identidade própria, mas “tem um sabor, um jeito de se fazer” que vai forjando características específicas.

Para a expansão do setor no Brasil, ele acredita que faltam perspectivas. “Talvez é preciso criar as oportunidades. O que acontece é que no Brasil os animadores estão sendo formados, fazem um bom trabalho, mas chega-se a um certo ponto que as perspectivas estão fora, então eles deixam o Brasil para fazer animação no exterior”. Ele apoia um acesso mais amplo e diversificado à educação, que ela não seja restrita “a quem possa pagar para estudar”.

Sobre o processo de criação, Saldanha diz que uma história sempre surge de uma emoção, de uma experiência de vida. “Então você cria uma situação, você cria um personagem dentro dessa situação e você busca qual emoção você quer tirar disso, essa é a sementinha do filme”, conta. “Por isso a animação tem tanto alcance, porque você envolve as pessoas em uma temática, com empática, com conexão”.

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