Polêmico, machista, irresponsável, mas duramente talentoso, Roman Polanski levanta discussões sempre que um de seus filmes chega aos cinemas (isso em qualquer parte do mundo).

Nesta quinta, estreia o mais recente longa dirigido por ele, o já premiado “O Oficial e o Espião”, sobre o qual nos deteremos daqui a alguns dias (seria prematuro já encaixá-lo em alguma posição). Por enquanto, a proposta é a publicação desta lista de todos os seus longas anteriores, ordenados do pior ao melhor.

Filme ambíguo e extremamente crítico a uma série de coisas que estamos vivendo. Quem o acusa de misógino está certo, assim como quem o vê como uma vingança das mulheres. Essa última instância, ao que parece, sai vencedora.

Filme tortuoso, repleto de culpa e luto, de violência gráfica e movimentações ousadas, justificadas pelo peso das armaduras. A obra-prima de Polanski é também a melhor versão da obra de Shakespeare, mesmo quando comparada às versões de diretores melhores que Polanski, caso de Orson Welles e Akira Kurosawa.

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