Alcides Pereira, de 61 anos, saiu por volta das 17h do Instituto Estadual de Educação confiante de que fez uma boa prova. Leitor do Notícias do Dia, Pereira afirma que se atualiza com a leitura diária do jornal e que estuda com uma boa regularidade. Esse é o quarto Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) que o sorridente porteiro faz.

O motivo da participação é meio inusitada. Alcides conta que se preocupa com a saúde e que não quer se um idoso doente e esquecido. “Mente sã, corpo são. Estudo, leio, pesquiso, escrevo – faço de tudo para deixar minha mente ativa”, dá a dica, que ele garante que tem dado certo.

Para Alcides, a prova foi “bem mais fácil do que a do ano passado”. Ele também considera que a redação sobre a democratização do acesso ao cinema “foi tranquila”. Nas últimas participações de Alcides no Enem, a média alcançada foi 6.

A adolescente Karina de Lins, de 17 anos, também avalia a prova foi “fácil”, no entanto, o tema da redação foi inesperada. “Consegui fazer, não deu 30 linhas mas passou de 20”, conta. A estudante do 3º ano comenta que o acesso ao cinema será mais democrático quando houver segurança nas salas de cinemas. “As meninas que vão sozinhas ao cinema correm o risco de serem assediadas”, diz.

Dependendo da nota que alcançar na prova, Karina cursará jornalismo na UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina) ou designer gráfico na Udesc (Universidade do Estado de Santa Catarina).

Um dos temas estudados por Lucas Antônio Stälin durante a preparação para o Enem foi o cinema no Brasil. “Consegui usar tudo o que aprendi nas aulas de artes”, conta. Para o estudante, o acesso ao cinema no País está mais acessível atualmente. O futuro acadêmico de educação física afirma que vai ao cinema de uma a duas vezes ao mês.

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