Nesta primeira semana de junho será apresentada a peça  “Bodas de Sangue”, que seria encenada no último fim de semana de maio e foi cancelada  em virtude da greve dos combustíveis. As sessões foram transferidas para terça e quarta-feira, 5 e 6 de junho. Na quinta (7) será exibido um documentário sobre relação de pai e filha em meio à Ditadura Militar, “Construindo Pentes”. Na sexta (8) começa a nova série do Café Filosófico, que vai tratar sobre adolescência.

O espetáculo “Bodas de Sangue” é uma montagem da obra de Frederico García Lorca. Casamentos interesseiros, frustrações e insatisfações com as normas sociais que conduzem a uma falsa moral são o pano de fundo da peça escrita em 1932 e baseada em um assassinato ocorrido em 1928, no povoado de Níjar, em Andaluzia, na Espanha. O texto de García Lorca, um dos nomes mais importantes da dramaturgia mundial, é carregado de simbolismos e metáforas retiradas da cultura local, como o sangue, a Lua, o mendigo, a morte, as flores, o touro e o cavalo.

O filme aborda a relação de Passos com seu pai, um engenheiro civil que viveu seu auge na carreira durante a ditatura militar. O momento que para ele foi uma oportunidade de mostrar seu trabalho, para sua filha foi um tempo marcado pelo autoritarismo. Agora, entre memórias do passado e um futuro incerto, pai e filha procuram outras formas de enxergar o mundo.

Os autores do módulo “Adolescência em Cartaz: psicanálise e filmes para entendê-la” recorrem ao cinema para lançar um olhar psicanalítico sobre a adolescência. Época de colocar a família em cheque, de amizades e amores intensos, de uma relação de fascínio e horror com o espelho, tempo de bravatas, riscos e de inquietudes para seus adultos. As palestras serão organizados por temáticas, com ênfase no que tira o sono dos mais velhos. A ideia é que a magia do cinema possa despertar um sentimento de empatia com a adolescência que um dia também foi nossa.

O módulo começa nesta sexta, 8, às 19h, com o tema “Adolescentes e Adultos: tudo fora do eixo”. A adolescência é a fase em que os jovens mais precisam dos mais velhos, acontece que os adultos também costumam entrar em crise diante das situações. Tudo fica fora do eixo, principalmente os adultos que compreendem a adolescência através da lente de seus preconceitos e fantasias, pois sempre têm pendências com o próprio passado e temores sobre o futuro. Os psicanalistas Diana e Mário Corso falam sobre isso.

Já no sábado, 9 de junho, às 20h, o programa música contemporânea do Instituto CPFL recebe a soprano Manuela Freua e a flautista Cláudia Nascimento para o concerto “Toda forma de amor vale a pena”, uma viagem pelos meandros do amor, dos franceses do século 20 à sapho grega, passando pelo madrilenho Joaquín Rodrigo, o norte-americano John Corigliano e o brasileiro Camargo Guarnieri, com direito a uma versão muito diferente de “Maria”, o clássico de Leonard Bernstein do musical “West Side Story”.

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