Desde os anos 80 que o cinema norueguês vem flertando com a estética americana em dramas, suspense e ação. Cineastas como Erik Skjoldbjærg (“Insônia”, 1997) e Hans Petter Moland (“O cidadão do ano”, 2014), entre outros, ganharam reconhecimento internacional e também chegaram a dirigir filmes nos EUA.

O que define o filme” é o virtuosismo do diretor Roman Polanski. O diretor alterna gêneros (drama, thriller) e combina subgêneros (detetive, tribunal) com extrema segurança, fazendo com que o espectador não consiga desprender o olho da tela, mesmo em se tratando de um episódio histórico com desfecho conhecido. Leia a crítica.

Albert Serra expõe de modo contundente o prazer libertino de alguns aristocratas no ambiente bucólico de uma floresta, em 1774. Desconectados de valores morais, os personagens dão vazão a desejos através de práticas sexuais cruas e, em certos momentos, escatológicas. Leia a crítica.

João Nicolau tem um projeto cinematográfico muito particular. Consiste em apresentar vidas absolutamente banais como narrativas de aventura. “Technoboss” transforma o cotidiano de trabalho de um homem que é sócio numa empresa de sistemas de segurança num road movie musical cheio de humor lacônico. Leia a crítica.

Na trilha do sucesso da Marvel e da DC, como os mais famosos super-heróis dos quadrinhos já ganharam a tela, o jeito é investir nos menos conhecidos. O longa estrelado por Vin Diesel e dirigido pelo estreante Dave Wilson até rememora hits dos anos 1980 como e “Soldado Universal” e “Robocop”, mas com resultado mediano. Leia a crítica.

Oferece uma diversão ligeira graças ao contraste: um espião que explode tudo e todos e a antagonista armada de celular e muita imaginação. Ele é JJ (Dave Bautista), ela é Sophie (Chloe Coleman). A direção de Peter Segal (“Corra que a polícia vem aí 33 1/3”, entre outros) abusa, mas garante boas doses de humor. Leia a crítica.

O impacto da vida digital sobre o cotidiano alimenta o humor dessa comédia. O diretor Patrick Cassir transforma a viagem em pesadelo para o casal, com piadas que alternam registro mais sutil com escatologia. Leia a crítica.

É mais uma boa aposta do cinema norueguês, agora no subgênero filme-catástrofe. O longa funciona porque o diretor John Andreas Andersen investe no desenvolvimento dos personagens. Como no ótimo norueguês “A onda” (2015), em “Terremoto” a catástrofe é só um condutor para falar sobre o drama humano. Leia a crítica.

A primeira parte do filme cria painel vibrante da cultura alternativa de jovens
da periferia de Curitiba. Mas segunda parte soa esquemática. Ainda assim, o
filme de Aly Muritiba e Jandir Santin tem o mérito de apresentar um local e sua
gente, em sua energia particular. Leia a crítica.

O francês Yann Arthus-Bertrand escreveu e dirigiu o longa em parceria com a jornalista ucraniana Anastasia Mikova (sua assistente em “Humano”). Cerca de duas mil mulheres foram ouvidas em 50 países para um painel de temas como trabalho, casamento, maternidade e dogmas religiosos. Leia a crítica.

A paz de uma admirada escritora será afetada por um evento distante, mas sobre o qual ela se pronuncia durante uma cerimônia, e pela presença de um imigrante muçulmano. À medida que o tempo fecha, a personagem de Krystyna Janda (melhor atriz no Sundance Festival) sofre pressões e dilemas. Leia a crítica.

O ator Aleksandr Domogarov estreia na direção em longas no típico filme de fantasmas em casa mal-assombrada. Apesar de alguns deslizes, ele consegue conduzir a narrativa com segurança, provocando tensão. Seu longa é mais coerente que o primeiro filme da franquia russa. Leia a crítica.

Toca em questões importantes: a percepção de que o tradicional formato de família não necessariamente se traduz em felicidade e o machismo no trabalho. Mas o filme de Caco Souza é prejudicado pelos diversos clichês num Rio de Janeiro ensolarado. Leia a crítica.

 Essa opção fez com que outros diretores se aventurassem em diferentes gêneros. “Terremoto” é mais uma boa aposta, agora no subgênero filme-catástrofe, tendo como premissa algo real: um abalo sísmico de 5,4 na escala Richter atingiu Oslo no início do século XX. O jovem diretor John Andreas Andersen ambienta sua história nos dias atuais, quando Kristian Eikjorde (Kristoffer Joner) e família são pegos no meio de um enorme abalo sísmico.

O filme funciona porque Andersen investe no desenvolvimento dos personagens, criando uma forte empatia e com isso fazendo com que o espectador se sinta parte da narrativa. Da mesma forma que no ótimo norueguês “A onda” (2015), em “Terremoto” a catástrofe é só um condutor para falar sobre o drama humano.

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