Há muitas razões para justificar o sorriso onipresente no rosto de Vincent Cassel em seus compromissos com o Rendez-vous Avec Le Cinéma Français, o encontro anual de estrelas europeias, em Paris, para promover potenciais sucessos do cinema da França pelo mundo. O principal motivo da alegria do galã parisiense de 52 anos é o fato de que, em apenas três semanas, seu filme mais recente, a aventura “L’Empereur de Paris”, já vendeu 727 mil ingressos – um feito para uma época do ano dominada por potenciais candidatos ao Oscar e blockbusters dos EUA.

É um feito ainda mais notável pelo fato de não ser uma comédia – gênero mais rentável nas telas francesas, assim como se passa com o cinema brasileiro – e sim um thriller ambientado no século XIX. Mas há uma outra razão na alegria de Cassel: a menção ao Brasil, no bate-papo com o Gshow, rouba um brilho a mais em seu olhar. Afinal, há mais de uma década ele fez do Rio de Janeiro seu segundo lar.

Sua agenda no Rendez-vous, evento promovido pela Unifrance (a instituição que fomenta e divulga a produção audiovisual dos franceses), é lotada. Mas, no Festival Varilux, em junho de 2019, no Rio, ele esteve mais folgado para conversar.

Em “L’Empereur de Paris”, ele foi dirigido por Jean-François Richet, num projeto concebido para ser a ofensiva francesa contra as superproduções de Hollywood. Antes, os dois fizeram o sucesso “Inimigo público nº1” (2008). O novo longa deles é baseado nos feitos (reais) do criminoso Eugène François Vidocq (1775-1857), um ladrão que tenta refazer sua vida como comerciante, mas é empurrado de volta ao submundo. Seu regresso ao crime agora não é movido a cobiça e sim pela missão de derrotar malfeitores. As cenas de ação rodadas por Richet têm impressionado os críticos.

Seu prestígio e seu carisma na Europa levaram o ator ao cinemão americano, brilhando na franquia “11 homens e um segredo” (2001-2007), de Steven Soderbergh; em “Cisne Negro” (2010), de Darren Aronofsky; e em “Jason Bourne” (2016), de Paul Greengrass. Ano passado, em Cannes, ele representava o cinema nacional ao lado de Cacá Diegues e seu “Grande Circo Místico”, exibido fora de competição, e muito elogiado. Antes, ele fez “O filme da minha vida”, de Selton Mello.

Nesta segunda-feira, 21/1, o Rendez-vous Avec Le Cinéma Français chega ao fim. Três filmes tiveram mais destaque no evento, no bate-bola com a imprensa internacional e na divulgação nas redes sociais: “Le Flic de Belleville”, de Rachid Bouchareb, no qual o comediante Omar Sy (do sucesso “Intocáveis”) brinca de Eddie Murphy no papel de um policial francês de passagem por Miami; a animação “Dilili à Paris”, no qual o cineasta Michel Ocelot recria a Paris de 1900 sob a ótica de uma garotinha; e a ficção científica “High life”, com Robert Pattinson (o vampiro de “A saga Crepúsculo”) no espaço. Haverá uma nova mobilização da Unifrance em fevereiro, durante a 69ª edição do Festival de Berlim, na capital alemã, tendo como foco a promoção de “Grâce à Dieu”, polêmico filme de François Ozon sobre pedofilia na Igreja Católica.

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