Cena de “Sequestro Relâmpago”, um dos nove filmes da mostra Tata Amaral no festival, homenageada ao lado de Claudia Priscilla, Léa Garcia e Patrício Contreras. São nove mostras, que vão até o dia 31

São Paulo – Parte do calendário oficial do audiovisual paulistano, começa nesta quarta-feira (24) o 14º Festival de Cinema Latino-Americano de São Paulo, um dos maiores e mais relevantes festivais da região. Até o dia 31, o público terá acesso a 148 produções divididas em nove mostras, além de oficinas e encontros com cineastas.

As obras serão exibidas no Memorial da América Latina, que fica na Barra Funda, zona oeste da capital paulista, no Cinesesc, na Rua Augusta, no Circuito SPCine, que contempla as salas do Centro Cultural São Paulo, ao lado da estação Vergueiro de Metrô, na Biblioteca Mário de Andrade, na região central, e também no Instituto CPFL, em Campinas, interior de São Paulo. “Além de ser mais uma vitrine importante para o cinema nacional, o festival promove o intercâmbio cultural entre o Brasil e os países vizinhos, destacando o melhor da produção latino-americana que vem sobressaindo nos principais festivais de cinema, como Cannes, Berlim e Veneza”, afirma o secretário de Cultura da capital, Alexandre Youssef.

Pela primeira vez, o festival conta com exibições via streaming, por meio da plataforma SPCine Play. “O festival expande ainda mais seus horizontes, levando títulos para salas alternativas ao circuito comercial e assumindo um papel importante não só na difusão audiovisual como também na formação de novos públicos de cinema. Já a Spcine Play amplia o alcance dos filmes, via streaming, democratizando ainda mais o acesso às produções – entre elas, a retrospectiva do premiado cineasta brasileiro Cristiano Burlan”, completa o secretário.

Um dos pontos altos deste festival fica por conta da formação e intercâmbio entre profissionais e cinéfilos do continente. “O 14º Festival de Cinema Latino-Americano de São Paulo traz exibições e ações formativas com a perspectiva de promover processos de compartilhamento que despertam traços identitários da América Latina, fomentando intercâmbios entre os agentes que criam, pensam e fruem a linguagem artística em questão”, diz o diretor do Sesc São Paulo, Danilo Santos de Miranda.

São oficinas para atores e realizadores com profissionais de destaque de todo o continente, como o evento Atuação para Audiovisual por Patricio Contreras, que traz o ator chileno com mais de 50 anos de carreira, 40 filmes e 150 peças de teatro, para um dia de troca de experiências com brasileiros.

Já entre os debates, destaque para a mesa Mulheres do Cinema, que unirá Claudia Priscilla, Léa Garcia e Tata Amaral, todas cineastas homenageadas – junto com Contreras – nesta edição do festival.

A abertura do evento ocorre às 20h30 de quarta, no Auditório Simón Bolivar do Memorial da América Latina. Será exibido o longa-metragem Fakir, da diretora e atriz Helena Ignez. Helena é um dos maiores nomes do audiovisual brasileiro, com grande atuação durante o chamado Cinema Novo, com cineastas do porte de Glauber Rocha e Rogério Sganzerla. Homenageada em 2017 com o Grande Prêmio do Cinema Brasileiro, atua na área há mais de 50 anos.

Todas as exibições são gratuitas e a programação completa pode ser conferida no site do festival. Para oficinas e debates, é necessária inscrição prévia. A recomendação para os filmes é de chegar de meia a uma hora antes da projeção para garantir ingresso.