Falando ao popular entrevistador russo Iúri Dud, Neuromonakh diz ter começado a brincar com música como passatempo tarde da noite, depois do trabalho. Mas sua música decolou pouco a pouco, alcançando o mainstream, e por isso começou uma banda e foi se aventurar no desconhecido território do drum and bass e da música folk.

A banda foi rápida em adotar uma imagem para combinar com a música, acrescentando autenticidade a uma combinação de gêneros que de outra forma seria bizarra. O uso dos tradicionais vestidos russos “sarafans”, das camisas “kosovorotkas” e dos sapatos de fibra trançada “bast” se tornou marca registrada da banda no palco.

Eles chegaram ao cume de entrar em turnê com um urso – o mais extremo estereótipo russo. Na verdade, claro, era só um membro da banda vestido de urso, mas mesmo assim, é difícil imaginar algo mais russo, exceto se fosse um… urso dançando músicas tocadas com uma balalaica. Sim, eles fizeram isto e a balalaica é o principal instrumento da banda.

Suas letras também se imiscuem perfeitamente com a vibe old-slavic da banda. Em uma de suas faixas mais famosas, “Quero dançar” (“Хочу в пляс”), uma música que, em muitos aspectos, lembra uma versão russa do hit do começo do ano 2000 “Because I got high”, de Afroman, Neuromonakh reflete sobre sua falta de vontade de cumprir as tarefas diárias tradicionais de um camponês russo:

Isto pode ocorrer devido à relação russa em geral quanto à “datcha” (casa de campo), onde muitos russos ainda cultivam frutas e legumes. Ou pode ainda ser devido ao leve retrato da vida tradicional em um novo contexto. Seja o que for, o Neuromonakh traz uma nova visão tanto da música tradicional, como da dance music.

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