O Brasil não segue mais na disputa, mas quem é fã da Copa do Mundo segue acompanhando este grande evento que atrai públicos de vários cantos do mundo. E o Caderno de Música deste sábado (14) traz um pouco da música dos dois países finalistas: França e Croácia.

A França é um dos países mais antigos do mundo e, por isso, possui uma identidade cultural muito consolidada. Ela é considerada, há muito tempo, uma grande referência europeia nas mais diferentes manifestações artísticas e culturais, desde o futebol, passando pela moda, cinema, culinária e música. A música clássica francesa é referência desde os compositores medievais até os dias de hoje. Foi na França que surgiu a polifonia, alguns dos principais compositores da Ars Antiqua e Ars Nova, e os famosos trovadores do século 12. Foram inúmeros compositores franceses que se destacaram ao longo da história, como Debussy, Ravel, Saint-Saens, Fauré, Massenet, Bizet, Gounod, entre tantos outros.

Ao contrário da França, a Croácia (que está pela primeira vez em uma final de Copa do Mundo) é um país extremamente jovem. Ela fazia parte da antiga Iugoslávia, que era situada na região dos Bálcãs na Europa, até que, em 1991, foi declarada a sua independência. No entanto, apesar de recentemente criada, a Croácia possui uma história e identidade muito rica. Além da cultura dos eslavos habitantes, ela sofreu influências do Mediterrâneo, dos Bálcãs e da Europa Central, o que deu grande riqueza ao seu patrimônio cultural atual. Na arte, a figura mais importante da Croácia é o escultor Ivam Mestrovic, que criou diversos monumentos em todo o país. E entre os compositores clássicos que nasceram na Croácia (ou na região que hoje o constitui), se destacam Ivan Zajc, Ivo Malec e, o mais famoso de todos, Franz von Suppé, que nasceu na cidade de Split (hoje território da Croácia) e é autor de inúmeras ópera e operetas, entre as quais se destaca a famosa “Cavalaria Ligeira”, cuja abertura é frequentemente interpretada em filmes, comerciais e também como peça isolada de concerto.