As características herdadas geneticamente determinam nosso tipo de corpo. Esse perfil é importante para determinar os exercícios mais interessantes o objetivo final

O tipo de cabelo, a estatura, a cor dos olhos são características que herdamos dos nossos pais. Mas não só: nosso biótipo também, ou seja, a forma da nossa silhueta e o perfil metabólico do organismo. Vanessa Furstenberger, Fitness Coach, explica que há três biótipos:

Ectomorfos: dos magrinhos que comem e não ganham peso. “São pessoas com metabolismo ultra rápido, pernas e braços mais longos e cintura e quadril estreitos”, exemplifica.

Endomorfos: com metabolismo lento, são aqueles que têm facilidade de ganhar peso e dificuldade de emagrecer. Braços e pernas curtos, cintura e quadril arredondados descrevem esses corpos. “São pessoas que precisam de mais motivação para se exercitar, pois têm dificuldade em ver resultados.”

Mesomorfos: privilegiados, têm facilidade para ganhar massa magra e para emagrecer. Têm boa densidade óssea e conquistam resultados rápidos ao se exercitarem.

“É muito difícil determinarmos o biótipo de alguém apenas pelo aspecto visual, pois o corpo se adapta às mudanças, tipos de exercícios e dietas”, conta Vanessa. “Um bom personal saberá avaliar e determinar o tipo de corpo de cada um e, a partir disso, desenvolver o melhor treino para que se consiga o melhor resultado”.

Os ectomorfos precisam potencializar o ganho de massa muscular, tão difícil nesse corpo. “Suas características genéticas criam um ambiente que dificulta a recuperação muscular, ou seja, treinar com mais volume, mais frequência e técnicas mais avançadas de treino podem não ser a melhor estratégia para esse biótipo”, avalia Vanessa.

É preciso descansar mais e trazer volume moderado para conseguir melhores resultados. O aumento da carga deve ser progressivo e deve-se evitar trocar muito de treino, pois a periodização leva à hipetrofia. “Vale a pena investir em exercícios compostos e sem volume. É um biótipo que deve fugir dos aeróbios e pode ter uma dieta com mais gordura e carboidratos”, ensina.

Os endomorfos, por sua vez, precisam intensificar a perda de gordura. Para isso, a frequência é importante para poder acelerar o metabolismo, assim como treinos circuitados e supersets (dois exercícios seguidos, tipo agonista e antagonista, sem intervalo). “É importante conhecermos o metabolismo basal da pessoa com esse biótipo e intensificar treino e dieta.”

Os mesomorfos, apesar de terem facilidade para ganhar massa magra, não podem descuidar e precisam de um treino correto para ver diferença. “Como ganham músculos e se adaptam facilmente, os treinos devem ser intensos e com cargas mais elevadas. Drop set, séries negativas, supersets etc. são excelentes, mas também é preciso se atentar ao descanso para evitar o overtrainning”, finaliza a profissional.

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