Há espaço para história de um lobisomem criança, para um conto violento que se passa todo dentro de um restaurante de São Paulo e até para uma série de assassinatos envolvendo jovens no Rio. Em comum nestas três histórias está o envolvimento de três diretoras. São mulheres que vêm mostrando força para trabalhar com o horror e trazendo uma nova cara para o gênero.

É o caso de Gabriela Amaral Almeida, que escreveu e dirigiu “O Animal Cordial”, com Murilo Benício; de Juliana Rojas, codiretora de “As Boas Maneiras” ao lado de Marco Dutra, e Anita Rocha da Silveira, que roteirizou e comandou as gravações de “Mate-Me Por Favor”.

Com um clima pesado em toda a trama e um roteiro que vai muito além de um simples terror, “O Animal Cordial” traça um panorama da sociedade brasileira e debate desigualdade, machismo, homofobia e outros temas em uma produção com elenco que traz Murilo Benício, Luciana Paes e Camila Morgado.

Gabriela Amaral Almeida escreveu o roteiro, no que o produtor Rodrigo Teixeira chamou de um “surto” de 48 horas, e ganhou elogios pelo seu primeiro longa-metragem. Curiosamente, sua história com o cinema não indicava o caminho de escrever e dirigir. Ela estudou comunicação, deu ênfase a analisar e entender o mundo dos filmes de terror, mas foi só mais tarde que passou a trabalhar por trás das câmeras.

“Eu sempre consumi suspense e terror. Pra mim, é uma maneira natural de enxergar o mundo. Acredito que é uma filosofia de vida, não só um gênero de estruturação de narrativa. O horror trabalha com morte, dor, desconhecido, e me lembra o quão humana eu sou. É uma formulação que fui fazendo ao longo da vida, são histórias que não têm pudor de acessar o lado humano e ensinam como viver com essa imperfeição”, opina a diretora. “Para mim, o ser humano é mais interessante pelo que ele tenta esconder do que pelo que ele quer mostrar.”

Fã de John Carpenter, Stephen King, Agatha Christie e Hitchcock, Gabriela gostava da sensação que assistir àqueles filmes lhe proporcionava. Sem uma faculdade de cinema em Salvador, foi estudar comunicação. “Eu queria ver filme, era isso que tinha na minha cabeça”. Orientada a seguir o tema que lhe interessava, acabou estudando o horror no cinema e na literatura, fez mestrado na área e estudou direção e roteiro por dois anos na Escola de Cuba. Na volta, já tinha vontade de atuar na área, e começou primeiro com curtas, até culminar com “O Animal Cordial”. 

Gabriela não é do tipo que enxerga seu trabalho com um viés feminino. “Acho que, como diretora mulher, enfrento as mesmas questões que um diretor homem”, diz ela, ainda que as entrelinhas dos filmes mostrem a força das mulheres, como na personagem Sara, interpretada por Luciana Paes, que começa à mercê do chefe do restaurante, mas passa por uma revolução à medida que a trama evolui –até em uma cena de sexo marcante na trama.

Anita Silveira é mais enfática em sua posição como mulher diretora, a ponto de questionar decisões do começo da carreira, que poderiam ter dado ênfase ao feminino. “Penso o dia inteiro em feminismo, em mulheres iguais aos homens e em como ter personagens femininos complexos, que não estão ali para cumprir um papel em relação ao homem. Mulheres com desejo, com impulsões, indecisões, tão complexas quanto podem ser”, diz a cineasta carioca, que fez “Mate-Me Por Favor”, um suspense com elementos de terror.

A diretora conta que, vendo decisões do passado, poderia ter escrito personagens mulheres para alguns que acabaram sendo interpretados por homens. Em “Mate-Me Por Favor”, ela traz jovens de um bairro distante, que convivem com assassinatos misteriosos, levando às telas a experiência de sua adolescência, lendas urbanas e os medos de tantas mulheres, como o do ato de andar sozinha na rua.

A história de Anita com o cinema remonta à época em que ela queria ser atriz. Ainda garota, a carioca se lembra que ia muito ao cinema com a mãe, que era quem lia as legendas para ela. E começou a consumir também o terror, com as fitas VHS. “Eu acelerava as cenas em que dava muito medo. Aí depois voltava, porque já sabia o que ia acontecer”, ri.

Anita acabou trocando a ideia de cursar artes cênicas pela faculdade de comunicação. E, despretensiosamente, escreveu um curta-metragem, depois outro. “Nem sonhava em dirigir”, ela diz. “Mate-Me por Favor” foi seu primeiro longa, e agora ela já prepara seu novo trabalho, “Medusa”.

Imagine uma mulher grávida. Nada incomum. Mas uma noite de lua cheia muda tudo. O que nasce dela não é um neném. É um lobisomem. E, apesar de tudo, ela o pega para criar com certa naturalidade. É com este pano de fundo que se desenvolve o trabalho de Juliana Rojas e Marcos Dutra em “As Boas Maneiras”.

Rojas e Dutra são parceiros de longa data. Ela, paulista de Campinas, de 37 anos, é formada em cinema pela USP (Universidade de São Paulo) e ainda na faculdade começou a trabalhar com Dutra. Juntos fizeram o curta “O Lençol Branco”, de 2004, apresentado na mostra Cinéfondation do Festival de Cannes. Mais tarde, fizeram o longa “Trabalhar Cansa” (2001), que também chegou a Cannes, na mostra Um Certo Olhar.

A diferença, neste caso, está na longa parceria e no que ela proporciona, por compreender dois gêneros. “O fato de sermos homem e mulher é também interessante, pois ajuda a questionar pontos de vista, algo que talvez eu não questionaria se estivesse realizando o filme sozinho”, disse Dutra, em entrevista ao site “Papo de Cinema”.

Gabriela e Anita refutam a ideia de “diretoras mulheres de filmes de terror”. Ambas admitem que o rótulo pode prejudicar suas carreiras. Anita conta que já chegou a perder trabalhos, por ser colocada apenas neste nicho, ainda que “Mate-me Por Favor” seja mais um filme de suspense com elementos de terror.

“As pessoas querem colocar as coisas numa caixinha. O filme tem elementos de suspense, comédia, terror, assim como tem partes que são mais adolescentes. Gosto de caminhar entre gêneros. Certa vez encontrei uma amiga que me falou da oportunidade de um trabalho. Mas, acharam que eu não poderia fazer por ser comédia, e eu ser ‘diretora de terror'”, conta ela.

“Sou capaz de fazer outras coisas. Não vejo isso acontecer com os diretores homens. Acho que há muitos homens que não são considerados de terror, são diretores e ponto. Me incomoda que se trate como ‘mulheres que fazem terror'”, acrescenta Anita.

Gabriela atenta para outro ponto. “Sempre tento desconstruir isso. Estamos num momento em que precisamos disso, da mulher diretora, porque ainda não é comum. Mas, quando se faz isso, parece que estamos restritas a um gênero e isso pode acabar cerceando a atividade de uma diretora”.

“É uma faca de dois gumes, acho interessante ter um destaque, mas o lado negativo é que isso também esteja ligado à monetização de filmes, mais do que à abertura para que mulheres trabalhem na área. Acho que este é o grande truque da lógica capitalista. Mulheres dirigem porque vendem ou porque são boas? Tenho receio de que seja como uma moda, que isso passe e não mude o nosso meio”, conclui Gabriela.

Cary Fukunaga acaba de viver os dois dias mais movimentados de sua carreira. Na quinta-feira, o americano de 41 anos foi anunciado como o novo diretor da franquia 007. Na sexta, a Netflix liberou para o mundo a nova minissérie dirigida por ele: “Maniac”, estrelada por Emma Stone e Jonah Hill.

Boa parte das notícias do universo da DC nesta semana surgiram por causa do início das filmagens de “Coringa” com Joaquin Phoenix, mas ele não é o único empolgado com o rival de Batman. Vale lembrar que ainda existe o projeto de um spin-off com o Coringa e Harley Quinn de “Esquadrão Suicida”, vividos por Jared Leto e Margot Robbie, respectivamente. Os roteiristas afirmaram que a história já está pronta e vai misturar um pouco da série dramática “This Is Us” com o filme “Papai Noel às Avessas”.

Um dos personagens mais amados da cultura pop comemora 90 anos em 2018. Mickey Mouse foi uma criação do poderoso Walt Disney em 1928, e fez sua estreia oficial em 18 de novembro no curta “Steamboat Willie”. Amado e conhecido mundialmente, o ratinho não colheu apenas frutos durante sua “carreira” –foi por pouco que ele não ganhou vida, não fosse pela insistência de seu criador.

é verdade que “Esquadrão Suicida” ficou aquém da expectativa que muitos fãs e a crítica tinham para o filme da DC. Falando sobre a edição final do longa, David Ayer afirmou, segundo o site ComicBook, que a versão lançada era diferente da montagem que ele tinha em mente.

David Alpert, produtor executivo de “The Walking Dead”, falou sobre um dos momentos mais difíceis e inesperados da série da AMC: a morte de Carl Grimes, vivido por Chandler Riggs. Em entrevista ao Huffington Post, ele explicou que esta foi uma decisão arrastada e que teve várias mudanças até seu acontecimento nas gravações.

Com estreia marcada para o dia 18 de outubro, o filme “Legalize Já – A Amizade Nunca Morre” narrará a história de uma das bandas mais importantes do Brasil por meio da visão de Marcelo — que ainda não era D2 –, interpretado por Renato Góes, e Skunk, vivido por ícaro Silva.

Com estreia marcada para o dia 18 de outubro, o filme “Legalize Já – A Amizade Nunca Morre” narrará a história de uma das bandas mais importantes do Brasil por meio da visão de Marcelo — que ainda não era D2 –, interpretado por Renato Góes, e Skunk, vivido por Ícaro Silva. Na cena abaixo, exclusiva do UOL, a dupla conversa sobre artistas de rap dos Estados Unidos, como Run DMC e N.W.A., que foram precursores do movimento tempos antes do Planet Hemp soltar seus primeiros acordes nos palcos do Rio de Janeiro.
O longa é dirigido por Johnny Araújo e Gustavo Bonafé e tem roteiro assinado por Felipe Braga. O próprio Marcelo D2 acompanhou de perto a produção do longa-metragem. “O filme ‘Legalize Já’ não é só sobre maconha. É uma história de amor. É um grito de liberdade. Um pé na porta. É reconhecer que você tem o seu espaço no mundo. O mundo é meu, o mundo é seu. O mundo é de todos nós”, afirmou D2.

Ellen Pompeo está pronta para buscar algo novo após passar mais de uma década e meia interpretando Meredith Grey em “Grey’s Anatomy”. Falando à “Entertainment Weekly”, a atriz deu a entender que a série vai terminar na 16ª temporada.

Para o papel de Jackson Maine em “Nasce Uma Estrela”, filme que Bradley Cooper protagoniza ao lado de Lady Gaga, o ator teve um grande trabalho para criar o personagem. Além de dirigir o longa, ele passou horas em estúdio trabalhando nas canções e determinando o estilo que o músico teria no filme, como seria seu timbre e seu comportamento no palco.

Chuky está de volta, mas com um visual ligeiramente modificado. “Brinquedo Assassino” ganhará um remake pelas mãos do diretor norueguês Lars Klevberg, e a primeira imagem da nova versão do icônico boneco foi divulgada pela revista “Entertainment Weekly” nesta sexta (21).

A DC está avançando na escalação de “Aves de Rapina”, seu filme sobre o grupo de heroínas liderado pela Arlequina de Margot Robbie. Segundo o “Deadline”, atrizes como Mary Elizabeth Winstead (“Rua Cloverfield, 10”) e Sofia Boutella (“A Múmia”) estão disputando os papéis principais.

A segunda temporada da animação “Ducktales” estreia nos Estados Unidos no dia 20 de outubro, mas os fãs dos personagens já podem respirar aliviados que haverá mais episódios em 2019. De acordo com o Hollywood Reporter, a Disney Channel renovou o contrato com a série e já pediu pela terceira temporada.

A Paris Filmes confirmou nesta sexta-feira a data de lançamento do longa-metragem “Turma da Mônica – Laços”. A produção está marcada para chegar às salas de cinema brasileiras em 27 de junho de 2019. Além disso, foram divulgadas novas fotos do filme.

Robert Redford acha que cometeu um erro ao dizer publicamente que o filme “The Old Man & the Gun” seria o seu último como ator. O astro de 82 anos diz agora que não quer confirmar sua aposentadoria das telas. “Eu nunca deveria ter dito isso”, comentou à “Variety” durante a pré-estreia do filme em Los Angeles. “Se eu vou me aposentar, deveria fazer isso de forma silenciosa. Não vou mais falar sobre isso, porque isso atrai muita atenção, de forma errada, para o filme”.

“22 Milhas” consegue ser tão interessante que coloca seu protagonista, Mark Wahlberg, como uma peça secundária na trama. O filme, que estreou nos cinemas nesta quinta-feira (20), mostra que, mesmo se esforçando em tentar apresentar algo a mais, o astro novamente não segura as pontas em um longa de ação.

Emma Stone e Jonah Hill são o chamariz de “Maniac”, série original da Netflix que estreia nesta sexta-feira (21) no serviço de streaming com seus dez episódios disponíveis. Os atores, que já tinham trabalhado juntos no início dos anos 2000 em “Superbad”, se reencontram depois de uma longa experiência de cinema acumulada após a comédia cult para contar a história de Annie e Owen, dois estranhos que viram cobaias de um laboratório ao testar uma nova droga que promete curar mentes perturbadas em três passos.

Bob Iger é um sujeito discreto. O que não deve ser muito fácil para o homem mais poderoso da indústria do entretenimento mundial. Presidente da Disney, Iger tem a palavra final no rumo de dúzias de propriedades intelectuais que embalam a cultura pop, e por isso ele mede suas palavras cuidadosamente. Raramente dá entrevistas, e a mais recente, publicada pelo Hollywood Reporter, mostra o posicionamento do estúdio do Mickey em um mundo cada vez mais conectado, cada vez mais veloz em suas mudanças, cada vez mais politizado e polarizado. Tolerância zero para qualquer sinal de um comportamento que possa afetar a empresa. Roseanne Barr foi demitida acertadamente por tuítes racistas; James Gunn, injustamente, por comentários de péssimo gosto feitos anos atrás – a régua foi a mesma, e Iger encerra a discussão com um “eu não pensei duas vezes”. Bebidas alcoólicas? Serão permitidas na Disneyworld, quebrando uma regra imposta pelo próprio Walt décadas atrás. Mudanças sutis. Ainda assim, mudanças.

Com relações estremecidas com a Warner Bros. e com possibilidade de abandonar o Superman nas telonas, Henry Cavill pode vestir um terno em seus próximos projetos. Segundo o site “Crazy Days and Nights”, o ator britânico é o preferido dos produtores de “Bond 25” para viver o próximo James Bond.

A série de TV da HBO inspirada pelos quadrinhos de “Watchmen” ganhou um reforço e tanto no setor musical. Segundo a “Entertainment Weekly”, a dupla Atticus Ross e Trent Reznor, que formam juntos a banda Nine Inch Nails, vão compor a trilha da produção.

“The Deuce”, a série da HBO estrelada por James Franco e Maggie Gyllenhaal, já tem data para acabar. A “Variety” informa que a emissora decidiu renovar o drama para a sua terceira temporada, mas que esta será a última da sua trajetória.

Joseph Gordon-Levitt e Jamie Foxx vão estrelar para a Netflix um filme de ficção científica sobre a criação de uma nova droga, altamente viciante, que dá superpoderes a seus usuários. A informação é da revista “The Hollywood Reporter”.

Fãs das séries de super-heróis japoneses não deixariam de reconhecer essa armadura vermelha. “Power Rangers Super Ninja Steel”, exibido pela Nickelodeon, mostrou nos Estados Unidos em seu episódio de número 14 o Sheriff Skyfire, que nada mais é do que a versão americana do Jiraiya.

A Netflix da Tailândia já havia dado um deslize na última semana sobre a data de lançamento da terceira temporada de “Demolidor”. E o palpite estava certo: a nova fase da série de Matt Murdock (Charlie Cox) será disponibilizada no dia 19 de outubro.

Jordan Peele vai apresentar a nova versão de “Além da Imaginação”, que ele está ajudando a produzir no serviço de streaming CBS All Access. A informação foi divulgada nesta quinta-feira (20) pela “Variety”, e confirmada pelo diretor no Twitter.

“The Walking Dead” volta com tudo no dia 7 de outubro na Fox. Com o desenrolar da última temporada, a nova fase da série da Fox mostrará os sobreviventes liderados por Rick Grimes (Andrew Lincoln) um ano e meio depois do do fim da guerra ainda tentando reconstruir sua civilização.

A Netflix anunciou nesta quinta-feira (20) a nova série original brasileira, batizada de “Spectros’. A série será ambientada no bairro da Liberdade, em São Paulo, e contará a história de um grupo de adolescentes que se envolvem com fatos misteriosos.

O astro do basquete LeBron James vem aumentando sua participação em Hollywood, assinando produções executivas e mostrando que leva a sério sua carreira paralela às quadras. Mas o feito que vem para fazer barulho é seu envolvimento em “Space Jam 2”, nova produção que leva o nome do blockbuster de 1996.