Emagrecer tem sido a palavra-chave do sector da banca em Portugal desde a crise em 2008 com particular incidência a partir de 2011, quando o país esteve sobre o programa da troika.

De 2008 a 2018, os bancos dispensaram aproximadamente 16 mil trabalhadores. Mas não só: também o número de agência caiu no mesmo período – existem menos 2 mil.

Os dados constam das Séries Longas do setor bancário português 1990-2018, divulgadas pelo Banco de Portugal, e que serão a partir deste ano atualizadas anualmente.

No ínicio dos anos 90, a banca empregava 63.752 trabalhadores, um número que foi crescendo, e atingiu o seu nível mais alto em 2008, com 78.963 trabalhadores. Mas desde então foi sempre a cair e, em 2018, estava nos 62.985. Uma tendência que deverá manter-se, mas a um ritmo menos acentuado.

Ainda assim, no retrato feito pelo Banco de Portugal à banca nos últimos 30 anos, verificou-se uma tendência assinalável: um aumento da escolaridade média com mais de 60% dos trabalhadores com formação académica superior. Em 1990, havia apenas 40% com esta formação.

O mesmo que ocorreu com os postos de trabalho tem acontecido com o número de balcões. Em 1990 eram 3.006. O negócio foi crescendo e o número de balcões acompanhou o boom da banca. Em 2009 haviam, 8.026 balcões. A crise também se encarregou de fazer emagrecer o número de agências que surgiam a cada esquina durante aqueles anos. Em 2018, existem 5.204 e a tendência também parece ser de redução nos próximos anos.

Os dados constam das Séries Longas do setor bancário português 1990-2018 divulgadas pelo Banco de Portugal e que serão a partir deste ano actualizadas anualmente.

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