Após quase 11 anos de mercado, hoje,  dia 14 de janeiro de 2020, a Microsoft encerrou o suporte estendido gratuito para o Windows 7. Uma das versões do Windows mais importantes da história, o responsável por apagar a má fama que o seu antecessor (Windows Vista) deixou. Com o fim do suporte estendido gratuito os usuários e empresas que o utilizam ficarão ainda mais expostos a problemas relacionados a segurança dos dados, além é claro que inúmeros recursos que vemos no Windows 10, versão mais atual, não são suportados no Windows 7.

Mas é claro que toda a homenagem é pouca para esse sistema icônico. Neste artigo pinçamos algumas curiosidades interessantes sobre o Windows 7, que chegou oficialmente ao mercado no dia 22 de outubro de 2019, e que, como eu disse num outro artigo aqui no Hardware.com.br, sai oficialmente de cena deixando uma base de fãs gigantesca.

É muito comum encontrar na internet textos e relatos que o codinome do Windows 7, durante seu processo de desenvolvimento, era Blackcomb, mas, na verdade isto está errado. O boato foi desmentido no ano passado pelo lendário desenvolvedor Raymond Chen, que trabalha na Microsoft desde 1992 e esteve envolvido com o desenvolvimento do Windows ao longo dos anos, em seu blog.

Chen explica que o Windows XP, tinha como código de desenvolvimento o nome Whistler, que é o nome de uma montanha na Colúmbia Britânica, no Canadá, em uma cidade do mesmo nome. O tal nome Blackcomb foi confirmado como o código de desenvolvimento do Windows da próxima geração, este nome também é de uma montanha no mesmo local em que a Whistler se encontra.

No entanto, tanta coisa estava sendo feita para o Blackcomb que ficou claro que ele não poderia ser liberado em um ciclo normal de lançamento do Windows. Por isso, parte do código foi extraído e foi então desenvolvido uma versão de transição, que se tornou o Windows Vista, e que tem como código de desenvolvimento a palavra Longhorn, que é um bar localizado entre as montanhas Whistler e Blackcomb, o Longhorn Sallon & Grill.

O tal projeto Blackcomb foi abandonado e renomeado simplesmente para Windows 7, que é o nome que também se tornou a versão comercial. O motivo para chamá-lo de 7 é realmente muito simples, porque o número da versão interna do Vista é 6. Durante o lançamento, Mike Nash, que era vice-presidente do setor de Windows, explicou o porquê do nome Windows 7:  “essa é a sétima versão do Windows, ou seja, isso faz sentido”.

Anunciado pelo falastrão Steve Ballmer, que era CEO da Microsoft na época, como o “melhor de todos os Windows”, durante a CES 2009, o Windows 7 soube fazer “barulho” e gerar aquela curiosidade e interesse maciço do público por uma nova versão do sistema operacional da gigante de Redmond. Prova disso foi o beta, iniciado no dia 8 de janeiro de 2009, um dia após sua apresentaçõ oficial na CES daquele ano.

Naquele dia assinantes do  TechNet e MSDN já podiam baixar e sentir um gostinho do novo Windows, e a partir do dia seguinte qualquer um que estivesse disposto também poderia prosseguir com o download. Nos primeiros dias, a versão beta do Windows 7 foi baixada por mais de 2,5 milhões de pessoas. A Microsoft chegou a ter problemas com seus servidores. “Havia uma fila de gente esperando on-line quando foi lançado”, disse na época um porta-voz da companhia.

Em 5 de maio de 2009, a versão RC (Release Candidate, candidato a lançamento) foi lançada – poderia ser usada até 1º de junho de 2010. No dia 23 de julho foi lançado o Windows 7 RTM (Release to Manufacturing, ou Lançamento para Fabricantes) . No caso do RTM, apenas parceiros da Microsoft poderiam usá-lo. Após o beta, RC e RTM, o lançamento oficial finalmente aconteceu.

Dia 22 de outubro de 2009 chegou ao mercado o Windows 7, confirmando o cenário otimista e de aceitação que ficou claro no beta.  O sistema ganhou popularidade quase que de forma instântanea.  Em poucos dias após o lançamento, a empresa de consultoria NPD Group declarou que as vendas foram 234% mais altas as do Windows Vista. Somente no primeiro trimestre, foram vendidas mais de 240 milhões de licenças, tornando-o o sistema operacional mais vendido da história. Menos de um anos após o lançamento 630 milhões de licenças foram vendidas.

Em particular, 6 edições do sistema operacional estavam disponíveis. O Windows 7 Starter Edition foi projetado para netbooks e estava disponível apenas na licença OEM. O Windows 7 Home Basic Edition foi projetado para uso doméstico e só estava disponível em países em desenvolvimento. O Windows 7 Home Premium Edition estava disponível para o resto do mercado.

O Advanced and Business Edition foi nomeado Windows 7 Professional Edition. O Windows 7 Enterprise Edition foi uma edição aprimorada do Professional, incluindo, por exemplo, proteção TPM. Essa versão só estava disponível apenas sob um contrato de licença por volume.O Windows 7 Ultimate Edition tinha a mesma funcionalidade do Enterprise, mas também estava disponível para usuários finais.

Todas as edições, exceto Starter, estão disponíveis nas versões de 32 e 64 bits. No Brasil o preço das versões iam de R$ 329, pela edição Home Basic, até R$ 669, pela versão Ultimate.  Uma curiosidade interessante é que em alguns países a Microsoft disponibilizou algumas outras versões do Windows 7, como o Windows 7N, que careciam de alguns recursos, como o Windows Media Center.

O legado de uma determinada versão de um sistema operacional não passa apenas pela questão de uma base de softeare, que está rodando perfeitamente determinadas aplicações, também está totalmente atrelada com a boa imagem, que envolve grande número de fatores, que as pessoas criam sobre ele.

Nesse aspecto o Windows7 sobra com folga, faça uma rápida pesquisa nas redes sociais para ver a comoçãoe reverência de muitas pessoas com o Windows 7 em relação ao fim do seu ciclo de vida no mercado. É realmente um software muito bem aceito, e alguns números atuais ajudam a traduzir isso.

No auge do sistema, em idos de 2013, sua participação de mercado chegou a 60%. Atualmente o sistema ainda detém 26.79% de quota de mercado, de acordo com dados do Statcounter. Estima-se que mais de 200 milhões de dispositivos ainda utilizem o Windows 7. Recentemente a empresa de segurança Kaspersky divulgou que 37% dos computadoes no Brasil ainda utilizam o Windows 7.

Esses dados comprovam sua popularidade mas também é um problema pela questão da segurança. O suporte ao Windows 7 continuará apenas de modo pago, pelo programa Extended Security Updates. O preço mais baixo para um pacote de serviços é de US$ 50 e o mais alto pode chegar a US$ 200.

Também vale mencionar que o Google já garantiu que o Chrome continuará tendo suporte no Windows 7 até o dia 15 de julho de 2021 e as pessoas que utilizam o Office 365 ProPlus neste sistema podem contar com patches de segurança pelos próximos 3 anos.

Facebook Comments