3 curiosidades sobre “The Line”, cidade futurista da Arábia Saudita – Casa Vogue

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No início de janeiro, o príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman, apresentou oficialmente o projeto para a cidade futurista “The Line” (A Linha, em tradução livre), que chamou atenção ao propor um centro urbano em linha reta que dispensaria o uso de carros. Com 170 km de extensão, a ideia é que a cidade possa ser percorrida de uma ponta a outra em 20 minutos com o uso de transporte público. E, mesmo sem carros e nem avenidas, todos os residentes viverão a cinco minutos a pé de todas as instalações essenciais da cidade.

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Alvo de críticas por suas altas emissões de carbono (afinal é um dos maiores exportadores de petróleo do mundo), a Arábia Saudita também reforça que a cidade será ecológica, com áreas verdes e zero emissões. O projeto prevê, ainda, que conseguirá abrigar um milhão de pessoas. Ficou impressionado (a)? Pois saiba que a cidade promete ainda mais do que tudo isso. Confira, a seguir, 3 curiosidades sobre a futurista “The Line”:

1. Ela, na verdade, será parte de outra cidade que também está em construção

Se você achou que o projeto para a “The Line” é megalomaníaco, saiba que na verdade ele é parte de outro projeto ainda maior: a Neom, cidade que abrangerá uma área de 26.500 quilômetros quadrados no noroeste da Arábia Saudita e na qual estão sendo investidos US$ 500 bilhões — sim, meio trilhão de dólares. A cidade será 33 vezes maior do que Nova York, abrigará centros tecnológicos e será baseada em fontes de energia renováveis.

2. Propostas semelhantes já foram feitas na cidade de Paris

A ideia de construir uma cidade onde todos os habitantes podem ter acesso a instalações essenciais em apenas alguns minutos a pé já foi pensada antes. Em 2020, a prefeita de Paris, Anne Hidalgo, propôs o plano “cidade de 15 minutos” para a capital francesa. A ideia era aumentar o número de ciclovias e construir novos escritórios de trabalho para diminuir o tempo de deslocamento diário dos habitantes. Dessa forma, todos os moradores de Paris poderiam ter acesso a hospitais, trabalho e outros serviços essenciais em apenas 15 minutos a pé ou de bicicleta.

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3. “The Line” deve usar muito mais Inteligência Artifical (IA) do que outras cidades inteligentes

Mesmo outras cidades ainda em construção não devem usar a IA tão intensamente quanto a “The Line”. O projeto prevê que a infraestrutura na cidade usará 90% de todos os dados disponíveis para otimizar seu funcionamento, algo muito acima da média de 1% de dados que normalmente é usada em cidades inteligentes. Além disso, a IA na cidade estará “continuamente aprendendo maneiras de tornar a vida mais fácil” no local, segundo a rede de televisão Al Arabiya.