A Copa da Rússia começa na próxima quinta-feira, 14. A expectativa é de que mais de 60 mil brasileiros assistam aos jogos do mundial, de acordo com dados do Ministério das Relações Exteriores divulgados nesta semana. Normalmente, o país recebe no máximo 1,5 mil brasileiros ao ano.

Para ajudar nas relações com os russos no dia a dia, o Itamaraty lançou uma cartilha de 134 páginas com orientações sobre o que evitar no país, documentos importantes para levar e dados sobre o clima e a moeda do país. Ela será distribuída nos para a Rússia e nos postos consulares de Moscou (junto à embaixada), Kazan, Samara, Rostov, Sochi e São Petersburgo. Estes últimos cinco foram criados especialmente para a Copa.

Os russos são bastante hospitaleiros com os brasileiros e adoram falar de futebol relacionando ao rei Pelé. Em um primeiro momento eles podem parecer fechados e carrancudos, mas a professora de russo Irina Starostina explica que o gelo pode ser quebrado rapidinho. “É só ser simpático e tentar arranhar algumas palavras no idioma deles. Mesmo que você conheça apenas o básico, um simples ‘olá’ em russo já os fazem sorrir”, conta.

Aliás, a professora Irina ensina algumas expressões básicas e simples para se virar na Copa da Rússia. É bom treinar antes, já que a pronúncia pode ser um pouco complicada na primeira tentativa. Veja no vídeo do Viver Bem, e aproveite para se inscrever no nosso canal no Youtube:

Quanto a isso não é preciso se preocupar muito, já que o governo russo colocou placas bilíngues de orientação dos equipamentos públicos nas 11 cidades-sede e orientou estabelecimentos comerciais a também terem informações em inglês. No entanto, fique atento a algumas palavras-chaves em locais particulares:

– Restaurante: ресторан (Atenção: a professora Irina Starostina explica que “restaurante em russo é um lugar muito caro para se alimentar, o que seria equivalente ao nosso bistrô”. Ela recomenda locais menores e mais simples, onde você não provocará um rombo no bolso)

O Dólar e o Euro serão muito usados durante a Copa, mas a moeda oficial da Rússia é o Rublo. A cotação gira em torno de R$ 0,07, o que significa que R$ 1 compra cerca de RUB 14,3. O diretor de câmbio da corretora Ourominas, Mauriciano Cavalcante, explica que comprar a moeda no Brasil pode ser mais vantajoso do que lá, “mas a oferta aqui pode não atender a toda a demanda”.

Comprar o Rublo na Rússia mesmo é uma possibilidade, embora possa ser menos vantajosa para o turista. “Você é taxado aqui e depois na Rússia, quando fizer o câmbio”, ressalta. A professora Irina Starostina explica que “para trocar dinheiro é preciso ir à um banco, já que não existem casas de câmbio no país”.

Segundo Mauriciano Cavalcante, para entender quanto o Real pode comprar, basta pegar o valor em Rublo e multiplicar por 0,065. Por exemplo: para um produto que custa RUB 307, é só multiplicar por 0,065. O resultado será em torno de R$ 19,95.

O serviço de transporte público metroviário e ferroviário da Rússia é um dos mais bem estruturados do mundo. A história conta que o antigo regime socialista soviético, da URSS, levava muito a sério a questão da mobilidade do povo, tanto que construiu uma ampla malha ferroviária ligando as grandes cidades.

E fez das estações de metrô de Moscou verdadeiros palácios, para que a população também se sentisse como os governantes do país. O casal de viajantes Eduardo Viero e Mônica Morás, fotógrafos de viagem e editores do Blog Eduardo e Mônica, conta que vale usar o metro principalmente em Moscou e São Petersburgo “pelo custo e porque existem estações que levam até os estádios. Nas demais cidades os ônibus e a minivans funcionam muito bem”. “Mas dependendo de onde você está hospedado, é possível conhecer bastante da cidade apenas andando”, completam.

Eles explicam ainda que é bem simples usar o metrô se tiver um mapa da cidade e do sistema, além de prestar atenção na sinalização interna das estações. “Você só precisa ter certeza de onde quer descer para não se perder na saída, já que algumas estações são interligadas e as saídas podem variar em até três quadras de distância conforme a linha que você está usando”, informam.

Os metros passam a cada 2 minutos e os tíquetes podem ser comprados nas próprias estações, em guichês automatizados. Eduardo e Mônica explicam algumas regras que precisam ser observadas: dê o seu lugar para pessoas mais velhas e grávidas; fique sempre na direita para dar espaço para quem está com pressa; em algum momento você será empurrado e precisará empurrar no meio da multidão; evite olhar diretamente para os seguranças ou até fazer fotos; não aceite ajuda de alguém que queira te levar para a plataforma da linha do metro que você quer pegar, pois ele vai te cobrar pela ‘ajuda’; muita atenção na sinalização interna do metro para não se perder pelos labirintos de tuneis e escadas rolantes. Na dúvida, procure uma saída.

A gente conhece a gastronomia russa mais pelo strogonoff, mas a culinária não diferencia muito do que temos aqui. Eduardo e Mônica contam que são muitas verduras, legumes, sopas, carnes de todos os tipos e preparados das mais diversas formas. “Ela varia entre o que conhecemos da Ásia Central e do Leste Europeu, e é fácil encontrar barraquinhas de rua vendendo pastel folhado de frango”, explicam.

Os brasileiros não precisam de visto para entrar na Rússia e podem ficar por até 90 dias no país, mas é importante não se esquecer de algumas regras importantes. De acordo com orientações da plataforma BeeCâmbio, o passaporte deve estar com validade mínima de seis meses até o último dia de viagem. Cidadãos americanos e da União Europeia precisam de visto, então, se você tiver dupla cidadania, é mais fácil entrar com o passaporte brasileiro.

A corretora explica ainda que o governo russo liberou a emissão de um visto eletrônico para estrangeiros que querem visitar o país durante a Copa, chamado de Fan ID. O documento permitirá a entrada dez dias antes da primeira partida e a permanência de no máximo 10 dias depois da final sem a necessidade de visto. Para emitir o documento basta acessar o site oficial. Se o objetivo for ficar mais de sete dias no país, é necessário ter o registro migratório.

Ser turista em qualquer lugar do mundo é sinônimo de ser alvo de aproveitadores e ‘pegadinhas’, e na Rússia não será muito diferente. Tomar cuidado por onde anda e não ostentar aparelhos eletrônicos e objetos caros são as orientações que devem ser seguidas sempre.

Mônica Morás lembra que a Rússia “não está livre dos batedores de carteira, principalmente em São Petersburgo e nas estações de metrô de Moscou. Cuidado ao aceitar ajuda de quem se oferece, pois muitos podem pedir dinheiro em troca. E se for andar de trem pelo país, atenção aos horários, pois os trens segue o fuso horário de Moscou”.

– Kaliningrado: 5 horas a mais em relação a Brasília (GMT+2).
– Moscou, São Petersburgo, Nizhny Novgorod, Kazan, Saransk, Volgogrado, Rostov-no-Don, Sochi: 6 horas a mais em relação a Brasília (GMT +3).
– Samara: 7 horas a mais em relação a Brasília (GMT+4).
– Ecaterimburgo (a mais distante): 8 horas a mais em relação a Brasília (GMT+5).

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