Se tem um time que vem martelando por uma vaga na elite do futebol feminino, essa equipe é o América. O time disputou todas as edições do Campeonato Brasileiro Feminino Série A2, batendo na trave ano após ano. A corrida pelo acesso em 2020 começa no próximo domingo (15), às 16h, contra o SERC-MS, no Sesc Venda Nova.

O América está no grupo D, ao lado de SERC-MS, Foz Cataratas-PR, Atlético-GO, Juventus-SP e Operário-MT. Todos vão se enfrentar apenas uma vez na primeira fase, com o campeonato seguindo para quartas, semi e final em jogos de ida e volta.

O América disputou a Série A2 pela primeira vez em 2017, ano inaugural da competição. Com formato diferente, a primeira fase tinha dois grupos de oito equipes, em que as duas primeiras de cada chave avançavam para a semifinal. As Coelhinhas terminaram a fase de classificação em terceiro, com a mesma pontuação do Caucaia, segundo. O que tirou o avanço da equipe foi o saldo de gols.

Na temporada seguinte, ainda na primeira fase, o time terminou a etapa na terceira posição do grupo A, pelo qual avançavam duas equipes para a semifinal. Já em 2019, a competição teve outro formato. O América chegou até as quartas de final, sendo eliminado pelo Grêmio. Na edição, os semifinalistas garantiram acesso à elite.

Para 2020, as esperanças estão renovadas para não bater na trave mais uma vez. O time busca o acesso inédito à primeira divisão dentro do organograma de competições de futebol feminino no país.

“O que venho passando para as atletas é que o que construímos no ano passado já acabou. Temos que entender que é um novo campeonato, remar tudo de novo. Vejo um grupo até mais focado e dedicado que em 2019 e isso pode ser um diferencial para conquistarmos o acesso”, comenta a técnica Kethleen Azevedo. 

O América manteve a base do ano passado e teve uma movimentação tímida no mercado. O clube contratou a zagueira Thais, a meia Thay e as atacantes Jéssica Beiral e Tábata. O detalhe é que todas já tiveram experiências passadas no clube, retornando para novas passagens.

“Este ano começamos de uma forma tranquila. Identificamos bem as peças que precisávamos para compor elenco, bem como as peças que decidimos manter. Estamos com elenco fortalecido, com atletas de potencial importante”, avalia Luiza Parreiras, supervisora de futebol feminino do América.

Goleiras: Deka, Sandy e Sofs.Laterais: Dani Peré, Tia, Laurinha e Giovanna.Zagueiras: Jéssica, Nandão e Thais.Volantes: Brenda, Dani Bruna, Leka e Sabrina.Meias: Ágata, Aninha, Danny, Duda, Keke, Rafa, Ronaldinha e Thay.Atacantes: Carol, Jéssica Beiral, Lilian e Tábata.

Uma das caras novas é a atacante Tábata, que subiu com o Palmeiras no ano passado. A jogadora está retornando ao América, tendo sido artilheira das Coelhinhas na edição de 2017. Agora, traz experiência e sede de ser goleadora mais uma vez.

“O que trago é que cada jogo é uma final. Não temos tempo e não queremos tropeçar. É entrar tranquila, com a cabeça no lugar, e treinamos muito para isso. O que digo para as meninas é que cada jogo é uma final e é preciso muita seriedade. Estou trabalhando muito para isso [ser artilheira de novo]. Vou tentar, não só por mérito pessoal, mas também coletivo”, comenta a atacante.

A comandante do América é Kethleen Azevedo, que vai para sua segunda participação na Série A2 com o clube. A treinadora de 29 anos foi anunciada em fevereiro do ano passado e inicia nova temporada à frente das Coelhinhas.

Antes de chegar ao clube alviverde, Kethleen estava no Ipatinga, por quem foi campeã mineira em 2015. Além disso, ficou com o vice estadual nas temporadas 2016 e 2018. Nas três edições citadas, a treinadora enfrentou justamente o América. Kethleen foi atleta por dez anos, e dentro das quatro linhas chegou a levar o Mineiro de 2008, com o Iguaçu.

O América vai mandar seus jogos pelo Brasileiro Feminino A2 no Estádio das Alterosas, localizado no Sesc Venda Nova, em Belo Horizonte. A capacidade do estádio gira em torno de 2 mil pessoas.

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