A Globo estreia nesta segunda-feira (4) a sua nova reprise do Vale a Pena Ver de Novo, Belíssima, de Silvio de Abreu. Sucesso na época em que foi ao ar, o folhetim reuniu em seu elenco nomes de peso como Cauã Reymond, Marina Ruy Barbosa, Paolla Oliveira e Reynaldo Gianecchini. Para divulgar a trama, eles revelaram ao site da Globo algumas curiosidades de bastidores. Confira:

“Foi o meu segundo trabalho na TV. Eu tinha feito uma novela das sete, ‘Começar de Novo’, mas era uma personagem que não falava, então passei sete meses esperando uma fala. Logo depois veio a oportunidade de fazer ‘Belíssima’. Me chamaram para fazer o teste e aí, quando cheguei, eram 200 meninas. Passei para a segunda fase e aí nessa fase estavam a Denise [Saraceni] e o Silvio [de Abreu]. Graças a Deus deu tudo certo e eu passei”.

“Me lembro que, quando fui fazer ‘Belíssima’, pensei: ‘acho que vou malhar, né? Se vou ficar de cueca vermelha lá, pelo menos vou estar com o corpinho legal, entendeu? Passei quase um ano contracenando com a Vera [Holtz] e lembro que, em toda gravação, eu chegava e perguntava: ‘Vera, como é que eu melhoro?’, ‘o que eu faço?’ e ela sempre respondia que eu estava ótimo. Enchi o saco dela até que, no meio da novela, ela chegou e falou: ‘Quer saber? Vou te falar, senta aí’. Ela me falou um monte de coisas importantes que eu sigo até hoje. Lembro que, quando eu ia aos estúdios, e ficava escondido no canto, ainda tinha a sensação de que alguém ia chegar e falar: ‘O que você está fazendo aqui? Esse aqui não é seu cenário, não’. Eu ficava estudando o roteiro de outros atores – no caso, da Irene e da Fernanda, porque elas tinham embates muito fortes – e gostava muito de observar, de entender, ver como se movimentava para a câmera. Acho que um dos maiores desafios que tive como ator foi entender essas quatro câmeras do estúdio. Demorei alguns anos até entender que uma faz o geral, a outra faz o close, a outra faz o médio, e você tem que ‘dar uma giradinha, descansa na direita, descansa na esquerda’, e eu via que elas faziam aquilo com uma naturalidade que eu não tinha”.

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“Eu tinha tirado umas férias e estava estudando nos Estados Unidos. Lá, eu estava brincando pela primeira vez de não ser galã porque lá ninguém me olhava assim, até porque eu era praticamente o mais feinho da turma – é verdade! E aí, em uma sincronicidade linda do destino, o Silvio [de Abreu] me chamou em seguida e falou: ‘Olha, tenho um personagem para você que é muito louco, muito diferente, de comédia’, e eu achei que veio na melhor fase que poderia ter vindo. Primeiro, achei ele um louco de acreditar em mim porque nem eu sabia se podia fazer, mas aceitei na mesma hora. Foi um grande momento na minha carreira e me deu a oportunidade de atuar não como um galã, mas em um papel cômico, diferente de tudo que eu havia feito”.

“Foi o meu primeiro trabalho e eu realmente não sabia o que ia acontecer. A expectativa era muito grande, então só tenho a agradecer a esses dois [Silvio de Abreu e Denise Saraceni] desde a época dos testes. Meus testes deram todos errados. Era áudio com problema, eu pensava: ‘Não vai dar certo, gente, o áudio já está dando problema’. Lembro de dois momentos: um dia, depois de uma cena até com o Cauã, em que a gente tinha um embate, e o Silvio passando e falando: ‘você está indo bem, vou dar mais coisa para você’. Minha perna tremeu nessa hora. A segunda cena que tenho na memória é a dona Fernanda entrando no camarim e falando: ‘Você fez uma cena muito linda ontem, parabéns’. Fiquei paralisada mais uma vez, não sei nem como eu estou aqui hoje (risos)… São essas pequenas coisas que ficam na memória, sabe?”

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