Castlevania marcou gerações e até hoje figura como uma das séries mais queridas por muitos jogadores. Apesar de não estar atualmente tão presente na indústria dos jogos, os fãs têm motivos de sobra para comemorar devido a adaptação caprichada feita pela Netflix. Mesmo com uma primeira temporada curta, a qualidade na retratação dos personagens, a apresentação de um enredo que traz sua originalidade e ao mesmo tempo saúda características marcantes em sua fonte inspiradora renderam muitos elogios. Hoje a série animada encontra-se em sua terceira temporada e para dar-lhe as boas-vindas, elaboramos um top 10 trazendo curiosidades interessantes que podem ter passado despercebido por muitos de vocês.

Esse é o tipo de referência difícil de pegar, pois foi mencionado de forma breve e discreta na primeira vez que ela se apresenta para Trevor. Apesar dos Oradores serem uma entidade criada para a animação, a família Belnades faz parte do lore de Castlevania. Famosos por sua afinidade no uso da magia e por serem grandes estudiosos, fizeram de Sypha uma figura de destaque nos episódios e uma poderosa aliada em Castlevania III. Sua aptidão é transmitida ao seu filho, Simon Belmont, o que explica seu uso de magia nos jogos.

O chicote utilizado pelos Belmont virou uma característica marcante da família de caçadores. O chicote regular utilizado tem grande vantagem na eliminação de mortos-vivos, mas nenhum deles é tão eficaz contra os seres das trevas quanto o Vampire Killer. Se nos primeiros jogos ele precisava ser localizado pelas fases, na animação os criadores o colocaram como algo escondido, sendo revelado no momento que o trio consegue passagem para a biblioteca dos Belmont. Na animação a clássica arma foi rebatizada para Estrela da Manhã.

A roupagem dos heróis e até mesmo do grande vilão, Drácula, enfatiza e retrata as cores protuberantes utilizadas nos modelos dos sprites do Castlevania original. Sypha traz seu manto tomado pela cor azul, já Trevor ressalta tons de marrom claro e escuro. Drácula mostra imponência em sua longa capa preta e detalhes vermelhos na roupa. Isso é uma bela referência para os fãs que jogaram ou apenas viram trechos do primeiro Castlevania.

A dupla de criaturas são chefes conhecidos pelos jogadores devido a grande popularidade de Castlevania: Symphony of the Night, mas suas primeiras aparições se deram em Super Castlevania IV como os guarda-costas antes da batalha final contra o Drácula. Slogra é uma criatura verde armada com uma grande lança, enquanto Gaibon aparece como um demônio alado capaz de cuspir bolas de fogo. Os dois realizam ataques em conjunto e quando um dos dois morre o outro assume novos ataques solo.

Na série animada Drácula move seu castelo de um ponto a outro por meio de um peculiar dispositivo que os fãs de Symphony of the Night irão reconhecer instantaneamente, pois estamos falando do mesmo mecanismo utilizado para salvar o progresso no jogo, aquele que se transforma em um caixão onde Alucard recupera seus pontos de vida. O artefato também é utilizado com o mesmo fim em Castlevania: Harmony of Dissonance.

5 – Leon BelmontLeon Belmont é o membro da família Belmont responsável por iniciar o legado de seus familiares como caçadores. O protagonista de Castlevania: Lament of Innocence tem seu retrato estampado na mansão Belmont como um símbolo vitorioso da luta devota que sua linhagem está fadada a travar contra as forças das trevas.

As origens de Carmilla antecedem em muito ao que vimos em Castlevania. Inicialmente a personagem foi retratada em uma novela gótica publicada por Joseph Sheridan Le Fanu em 1867. Na famosa franquia de jogos da Konami, ela figura como uma das capangas mais leais ao Drácula. Inclusive, em muitas sequências ela é a responsável por despertar seu mestre do sono profundo e aparece como chefe em Castlevania: Simon’s Quest II, Rondo of Blood, The Dracula X Chronicles, e muitos outros. Na série animada ela é um dos generais mais promissores de Drácula e do meio para o fim da segunda temporada ela apresenta ambições que envolvem tomar todo o poder e controle do seres das trevas para si.

Embora humanos, Isaac e  Hector conseguiram se aprofundar nas técnicas de necromancia, que no contexto da franquia ficou conhecido como Mestres da Forja.Tal habilidade chamou a atenção de Drácula, que recrutou os jovens forjadores para criar seu exército pessoal de criaturas demoníacas. Ambos são as figuras centrais em Castlevania: Curse of Darkness. Na adaptação, Isaac está bem retratado como um fiel devoto de seu senhor, mostrando-se ao lado de Drácula em todas as decisões. Se no jogo o passado de Isaac não é muito explorado, na animação o vilão de um dos últimos jogos da franquia tem boa parte de um episódio dedicada a contar o seu passado como escravo de origens egípcias.

Já Hector se mostra leal, mas aos poucos começa a questionar os métodos adotados por seu mestre vampiresco e acaba caindo na trama conspiratória de Carmilla. Futuramente a sedutora vampira mostra suas reais intenções ao aprisionar Hector, obrigando-o a servi-la. No jogo onde o necromante é retratado, sua revolta tem início quando Drácula ordena que ele elimine Trevor Belmont, o que o leva a trair seu soberano, mudando sua posição de rival para inimigo declarado contra Isaac, que passa a maquinar contra os entes queridos de Trevor. O jeito traiçoeiro dos seres  vai aos poucos culminando no ódio que faz dele o novo algoz de Drácula em Curse of Darkness. Será que teremos esse mesmo desfecho na série?

Em meados da segunda temporada o trio de protagonistas entra na biblioteca secreta da família Belmont. O local carrega todo o legado de conhecimento e experiências vividas pelos antepassados de Trevor. Os criadores não perderam tempo e espalharam diversas referências no local: de criaturas a itens especiais, do episódio 4 em diante a aventura torna-se um belo presente ao fãs de Castlevania.

Até aqui acho que ficou claro o quanto a adaptação da Netflix soube honrar todo o legado passado por anos de títulos que ficaram no coração e mente de muitos jogadores. Uma das coisas mais lembradas, além dos personagens marcantes, são seus poderes e ataques especiais. Sypha traz uma série de manipulações elementais, Drácula impõe respeito com sua ferocidade e mostra porque é o senhor de Wallachia, e até mesmo os generais vampiros tem seus momentos. Ainda assim, os holofotes foram roubados, na minha opinião (e acredito que na de muitos de vocês), por Alucard. O meio vampiro está incrível nessa adaptação e ele dá um show principalmente no momento da invasão no castelo do Drácula. Confira abaixo os principais destaques e referências:

Alucard pode levar companheiros durante sua jornada. Eles são chamados de Familiar e dentre as opções era possível levar uma espada possuída que se movimentava pelo ar, atacando os inimigos. Apesar de Alucard usar isso em sua própria espada, ficou clara a referência.

Uma das especialidades do filho de Drácula é se transformar em outras criaturas. Isso ficou em evidência quando ele salta no meio da parede de fogo lançada por Sypha e assume a forma de lobo. Na cena ele combina ataques da fera junto com a manipulação de sua espada e o resultado é impressionante.

O repertório de transformações não se limitava em criaturas vivas. Alucard é capaz de se transformar em uma névoa para atravessar barreiras e até eliminar seus alvos. Embora a habilidade tenha ficado conhecida por ele, na série ela é executada por uma das generais de Drácula a fim de escapar da morte.

A habilidade usada por Sypha é muito bem retratada, pois enquanto no jogo ela era capaz de congelar inimigos e projéteis, na animação ela é utilizada pela Oradora como forma de atacar e se defender dos ataques de outros vampiros.

Um dos muitos poderes no repertório de Drácula. Em Symphony of the Night também é possível executá-lo com Alucard. Na série ele é utilizado por Drácula como um de seus ataques mais poderosos e devastadores.

É sempre um problema me ater às dez posições para esse tipo de material. Felizmente, há sempre espaço para mencionarmos alguns detalhes que acabaram ficando de fora, mas merecem seu espaço por aqui.

A majestosa fortaleza de Drácula está fielmente retratada na adaptação. As diversas escadarias e salões separados em um conceito arquitetônico muito peculiar estão presentes, inclusive, é mostrado em alguns episódios que há locais no castelo com ambientes de cabeça para baixo, uma clara referência aos momentos durante a campanha nos jogos em que todo o cenário fica de ponta-cabeça.

E para fechar com chave de ouro a segunda temporada, enquanto o Castelo desmoronava, os criadores reproduziram a famosa cena final presente na grande maioria dos jogos da franquia na qual o protagonista da vez ficava do alto de um cume observando a fortaleza de Drácula despedaçada em meio ao nascer do sol.

A trilha sonora da série Castlevania esbanja qualidade ao apresentar músicas muito bem orquestradas e que até hoje figuram o repertório de apresentações, como o Video Games Live. Dentre as mais famosas, temos a música Bloody Tears de Castlevania II: Simon’s Quest e que na animação recebeu uma versão adaptada para a cena de combate final da segunda temporada.Aproveitem a terceira temporada de Castlevania, pois apesar de sermos um dos maiores públicos que colocam essa indústria entre as gigantes do mundo da economia, carecemos de adaptações de qualidade. Portanto, é importante fazermos nossa parte e apoiar os produtores para deixar claro que merecemos mais conteúdos que enaltecem esse hobby que tanto amamos.

Essa foi a nossa lista e uma das muitas formas de homenagear uma franquia tão apreciada. Alguma curiosidade que chamou a sua atenção ficou de fora? Compartilhe conosco nos comentários.

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