Falar sobre vinhos é mergulhar em um universo infinito de possibilidades, de países, de estilos, de rótulos ou de uvas. Mesmo para os enófilos (aqueles que estudam sobre o assunto), algumas questões do dia a dia ficam um tanto obscuras. É sobre cinco delas que falaremos aqui, confira!

Em resumo, um vinho seco é aquele que tem açúcar residual insignificante (até 5 gramas de açúcar por litro); o meio seco possui algum açúcar perceptível (entre 5 e 20 gramas de açúcar por litro); e o suave é adocicado (possui acima de 20 gramas de açúcar por litro). Esses são os números do Ibravin (Instituto Brasileiro dos Vinhos), que valem também para os rótulos importados que entram no Brasil.

Isso não quer dizer que quando o vinho é doce alguém colocou açúcar refinado nele. A explicação é a seguinte: a uva é uma fruta e, como toda fruta, contém açúcar. Para “acontecer” o vinho, os açúcares da uva (a frutose e a glicose) transformam-se em álcool etílico – a fermentação. Existem métodos que interrompem a fermentação (ou seja, para-se a transformação do açúcar em álcool) e então “sobra” o açúcar residual da fruta. Resumidamente, é assim.

Existe um método, chamado chaptalização, que se baseia na adição de açúcar ao mosto em fermentação para, assim, subir a graduação alcóolica. Porém, em vinhos finos e de qualidade superior, essa técnica não é utilizada.

Melhor não. Deixe primeiro todo o vinho que está na taça ser degustado para então servir novamente. Pense que o vinho que está na taça já está em contato com o oxigênio, ou seja, seus elementos voláteis já foram dissipados e estão “mais abertos”, mesmo que minimamente, do que o líquido que está na garrafa. No caso de vinhos espumantes, brancos e rosés, leve em consideração também que o conteúdo da taça e da garrafa estarão em temperaturas distintas.

Verduras e legumes: você pode continuar com o espumante, esse que citamos ou algum outro exemplar brut, mas também pode partir para um branco refrescante, como o português Monsaraz DOC Alentejo branco; ou ainda, pode optar por um rosé como o espanhol Numbered Edition, sequinho e delicioso para acompanhar saladas, até mesmo aquelas que levam molhos mais picantes.

Risoto de Funghi Porcini com Mignon: você pode apostar em um rosé mais estruturado, pensando que o risoto é cremoso e a carne do mignon não tem muita gordura, como o francês Le Rosé de Floridene; ou ainda optar por um tinto como o Nieto Senetiner Pinot Noir, elegante e com taninos macios que ressaltará os sabores do prato.

Pratos doces pedem vinhos doces, sempre o vinho mais doce que a receita. Experimente com o francês de Bordeaux Château Cantegril Sauternes, delicioso com sobremesas à base de suspiros e frutas em compota, por exemplo.

Existem diversos modelos no mercado, muitos extremamente sofisticados, mas aquele que nunca falha é o chamado “de alavanca” ou “amigo do garçom”. É prático, fácil de carregar no bolso e excelente para abrir rapidamente uma garrafa. Possui uma alavanca, um estágio ou dois – o melhor é o de dois – e uma pequena faca tipo canivete, ótima para retirar a cápsula.

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