Os siameses são gêmeos idênticos que nasceram colados em uma ou várias regiões do corpo, como cabeça, tronco ou ombros, por exemplo. Eles podem, inclusive, compartilhar órgãos, como coração, pulmão, intestino e cérebro. Além do nome popular, podem também ser chamados de xifópagos ou conjugados. Um dos primeiros casos registrados foi o dos irmãos tailandeses Chang e Eng, nascidos em 1811 – quando surgiu o termo siameses, que, originalmente, é como se designa as pessoas que nascem na região onde os gêmeos nasceram. Os dois eram colados pelo tórax, não foram separados e viveram uma vida normal: casaram-se e até foram pais de 22 filhos.

O nascimento de gêmeos siameses é raro e depende de fatores genéticos. Durante o processo de fecundação, pode não haver a separação do embrião no tempo adequado, e os fetos acabam se desenvolvendo com o problema. Mais recentemente, as irmãs Mel e Lis, que nasceram unidas pela cabeça, foram separadas em Brasília.

Em casos de gêmeos siameses, um único óvulo é fecundado duas vezes, não se separando corretamente em dois. Depois da fecundação, o esperado é que a separação aconteça em até 12 dias. No entanto, devido a fatores genéticos, o processo de divisão celular desses gêmeos fica comprometido, havendo divisão tardia. Quanto mais tarde ela acontecer, maior a chance de eles compartilharem órgãos e/ou membros.

Além disso, existem casos em que os irmãos partilham um só tronco e um só conjunto de membros inferiores, existindo uma partilha de órgãos entre si, como coração, cérebro, intestino e pulmão, dependendo de como os gêmeos estão ligados.

Por meio de cirurgias, é possível a separação, e a complexidade do procedimento depende da extensão das regiões do corpo partilhadas. Já foi possível realizar a separação de gêmeos siameses unidos pela cabeça, pélvis, base da espinha, tórax, abdômen e bacia, porém essas cirurgias representam grandes riscos para os irmãos, especialmente se partilharem órgãos entre si. Se a cirurgia não for possível ou se os gêmeos optarem por permanecerem unidos, podem viver por muitos anos.

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Dependendo do órgão que é compartilhado, um dos gêmeos pode ser prejudicado em razão da maior utilização do órgão pelo outro. Para evitar que um deles sofra consequências, é recomendada a realização da cirurgia para separá-los. No entanto, esse é um procedimento delicado e cuja complexidade varia de acordo com o membro e o órgão compartilhado pelos bebês.

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