Mesmo sendo menor do que o estado de São Paulo, paisagens vulcânicas e glaciais se revesam entre os 103.000 quilômetros quadrados do território islandês. O país, que já foi o lar de vikings, agora está sendo representado pela primeira vez na Copa do Mundo FIFA.

O país se encontra entre duas placas tectônicas (o que deu origem a uma porção de vulcões) e está próximo do Círculo Polar Ártico (o que significa que uma temperatura de 12º C já é o bastante achar que está calorzinho). Por isso, o país é chamado também de Terra do Fogo e Gelo — mas sem os dragões de Game of Thrones. 

Mas, mesmo que o país seja bastante gelado, durante o solstício de verão do Hemisfério Norte, seus cidadãos aproveitam quase 21 horas de sol. Chamado de sol-da-meia-noite, o astro se põe à meia-noite e amanhece por volta das 3 horas da madrugada.

Um dos episódios mais devastadores ocorreu em 1783, no vulcão Laki, que dizimou quase um quinto da população e criou aproximadamente 15 quilômetros cúbicos de rochas basálticas na ilha. Vulcanólogos reconhecem essa como a maior erupção da história.

Com um nome muito mais complicado, o vulcão Eyjafjallajökull entrou em atividade em 2010 e também causou vários danos. A geleira Eyjafjallajökull começou a derreter por causa da erupção e provocou várias inundações na ilha. Além disso,  voos de toda a Europa foram cancelados por causa da fumaça expelida pelo vulcão.

A crise financeira de 2008 abalou a estrutura econômica da Islândia, que viu seus três principais bancos ruírem e a sua dívida se equivaler a 900% do PIB. Agora, a ilha começou a se recuperar e espera atrair investidores internacionais novamente. Com a crise, diversas empresas se retiraram do país, sendo uma delas é o McDonalds, que anunciou o encerramento das suas atividades na Islândia em 2009.Com saudades, um islandês chamado Hjörtur Smárason comprou um lanche para guardar de recordação. Agora, o hambúrguer faz parte do acervo de um museu.

Cerca de 85% da energia gerada na Islândia é renovável, produzida em usinas geotérmicas e hidrotérmicas. Mas o que mais surpreendente da matriz energética islandesa é que a  estatal Reykjavik Energy reuniu um grupo de cientistas que conseguiu converter parte do dióxido de carbono produzido em excesso no país em rochas.

O CO2, que é o principal gás do efeito estufa, é armazenado debaixo da terra, dissolvido em grandes volumes de água e, por fim, bombeado em rochas basálticas, onde se transforma em carbonato e se liga às partículas de cálcio, magnésio e ferro, formando mais rochas.

Assim como o Japão e a Noruega, a Islândia é um dos países que mais caçam baleias no mundo, especialmente as baleias-fin. Para chamar a atenção para o assunto, em 2015, a organização hacker Anonymous atacou diversos sites do governo para deixar um recado: “As baleias não têm uma voz. Nós seremos a voz delas. É hora de falarmos sobre a extinção dessa espécie. É hora de mostrar pra Islândia que não ficaremos quietos assistindo o país levar esse animal à extinção”, afirmaram os ativistas.

Pesquisadores da Universidade da Islândia lideraram o primeiro estudo que conseguiu reconstruir o DNA de um antepassado com base no material genético dos seus descendentes. A pessoa escolhida para ter seu DNA reconstruído foi Hans Jonatan, ex-escravo caribenho que fugiu para a Islândia a fim de encontrar liberdade. Chegando lá se tornou o primeiro homem negro a viver no país e hoje tem cerca de 788 descendentes.

Entre os séculos VIII e XII, o cristianismo foi imposto aos povos escandinavos, que foram proibidos de construir templos em homenagem aos seus deuses nórdicos. Muitos séculos depois, em 2016, o governo islandês permitiu a construção de um templo dedicado aos deuses nórdicos nos arredores de Reykjavik. A estrutura será gerida pela organização Asatruarfelagid, responsável por promover a fé da religão nórdica na Islândia.

Em 2017, com uma vitória de 2×0 contra Kosovo, a seleção islandesa de futebol conseguiu se classificar para a Copa do Mundo pela primeira vez. Mas, ao que tudo indica, sua estreia na competição não será fácil: eles enfrentarão a Argentina neste sábado (16), às 10 horas.

O capitão do time Aron Gunnarsson, no entanto, está confiante. “Uma das maiores tarefas será parar Lionel Messi, possivelmente o melhor atacante do mundo. Mas conseguimos fazer isso com Cristiano Ronaldo na Eurocopa, por que Messi deveria ser um problema na Copa do Mundo?”, questionou o jogador, se referindo à partida da Eurocopa em que a Islândia empatou com Portugal, com 1×1.

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